Quinta-feira, 01 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Juiz eleitoral absolve o ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel de acusação de caixa dois

Compartilhe esta notícia:

O ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), disputava vaga ao Senado, mas não se elegeu. (Foto: EBC)

O ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), foi absolvido pela Justiça Eleitoral no Estado da acusação de caixa 2 na campanha de 2010, quando disputou vaga ao Senado. O petista não se elegeu. Na sentença, publicada na quarta-feira (22), o juiz Michel Curi e Silva, da 32ª Zona Eleitoral do Estado, que julgou improcedente a denúncia, afirmou não haver provas suficientes para a condenação. O processo tem como autor o Ministério Público Eleitoral.

Notas fiscais 

Conforme a denúncia, Pimentel teria arrecadado R$ 1,5 milhão de pessoas jurídicas e omitido, do total, R$ 1,420 milhão na prestação de contas à Justiça Eleitoral. O esquema teria contado com a participação da empresa de comunicação Pepper, que, conforme a denúncia, emitiu notas fiscais frias para acobertar o caixa 2.

O juiz, na sentença, afirma, no entanto, que “não há como negar que as provas produzidas não são suficientes para se afirmar a existências de doações eleitorais não contabilizadas na prestação de contas de campanha do réu ao Senado Federal”. O magistrado aponta ainda que “como tenho dito, impõe-se o dever em face da dúvida, porquanto infinitamente mais odioso que absolver alguém que pode ser culpado é condenar alguém que pode ser inocente”.

O magistrado pontuou também que “apesar dos indícios existentes no corpo probatório dos autos, é forçoso admitir que os pontos centrais da denúncia não restaram cabalmente demonstrados, não tendo sido as provas colhidas nos autos suficientes para a formação do juízo de certeza deste julgador para a condenação”.

A mulher do ex-governador, Carolina Pimentel, chegou a ser investigada por supostamente ser sócia-oculta da empresa Pepper Comunicação, mas não foi incluída no processo.

Devido processo legal

O advogado de Fernando Pimentel, Eugênio Pacelli, divulgou a seguinte nota: “digna de registro a independência do douto magistrado. Seguiu a lei e o devido processo legal. Decisões judiciais devem fazer a justiça do processo, não a das vontades pessoais”.

Eugênio Pacelli disse que “é infinitamente preferível absolver quem pode ser culpado do que condenar um inocente. Não havia e nem nunca houve prova de culpa”.

O Ministério Público de Minas Gerais informou que o “prazo para recurso ainda está em vigor” e que não vai se manifestar no momento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e do portal de notícias G1.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Prefeitura de Porto Alegre oferece aulas virtuais de atividades esportivas
Depois de ser denunciado pelo Ministério Público, Geraldo Alckmin deixa a coordenação da campanha de reeleição do prefeito de São Paulo
Pode te interessar