Quinta-feira, 03 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 1 de agosto de 2024
A juíza Brígida Della Rocca Costa, da 62ª Vara de Trabalho de São Paulo, condenou uma ex-gerente a pagar indenização por danos materiais no valor de R$ 2,5 milhões ao Banco Santander, onde trabalhava. De acordo com o processo, a ex-gerente realizou “várias operações fraudulentas com cheques em prejuízo de uma cliente da instituição financeira”.
As informações foram divulgadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), em São Paulo. A ação mostra que o banco soube das operações quando uma cliente foi solicitar, em 2022, o informe de rendimentos para imposto de renda da conta em que juntava recursos para quando se aposentasse.
Na ocasião, a cliente se surpreendeu com um saldo muito abaixo do esperado. A investigação constatou que R$ 1,7 milhão foram “subtraídos” entre 2009 e 2013.
As transações teriam sido realizadas pela bancária por meio de talões de cheques em branco que, em vez de serem enviados diretamente ao endereço da cliente, foram remetidos à agência. Todas as compensações tinham a assinatura da ex-gerente.
Para acobertar as retiradas, a ex-gerente enviou por seu email pessoal, extratos financeiros falsos à cliente mesmo depois de deixar o banco, em 2019, levando a mulher a acreditar que dispunha de R$ 4 milhões. Ao constatar os fatos, o banco ressarciu a correntista.
Segundo a juíza Brigida Della Rocca Costa, “não há motivo juridicamente possível para esse tipo de conduta”.
Na decisão, para efetivação do ressarcimento do prejuízo, a juíza decretou o arresto de valores em conta bancária, a restrição da venda de veículos via Renajud (sistema on-line de restrição judicial de veículos criado pelo Conselho Nacional de Justiça) e averbação do processo nas matrículas dos bens imóveis da gerente. A acusada pode recorrer.
Desembargadores
O ministro Luís Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça, afastou nessa quinta-feira (1º), os desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por suspeita de envolvimento em um esquema de venda de sentenças.
Os magistrados também são investigados por supostamente atuarem em casos patrocinados por um advogado – assassinado no ano passado – com o qual mantinham “amizade íntima”, recebendo presentes e propinas em vez de se declararem impedidos para julgarem os processos.
Salomão ainda determinou a abertura de reclamações disciplinares sobre a conduta atribuída aos magistrados. O ministro quebrou os sigilos bancário e fiscal dos desembargadores e de servidores da Corte mato-grossense, referente aos últimos cinco anos.