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Capa – Caderno 1 Júri condena dois por ataque a jovens judeus em Porto Alegre

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Materiais de cunho nazista apreendidos com os acusados foram expostos ao júri (Foto: Policia Civil / Divulgação)

Três acusados de espancar e esfaquear judeus em 2005, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, foram condenados pelo júri. A sessão iniciou ainda na quinta-feira (21) e terminou somente na madrugada deste sábado (23) com a leitura da sentença pela juíza da 2ª Vara do Júri do Foro Central, Cristiane Zardo.

Daniel Vieira Sperk foi considerado culpado e a pena aplicada pela juíza foi de 14 anos de reclusão em regime inicial fechado. Ele poderá recorrer em liberdade. A mesma pena foi aplicada para Leandro Comaru Jachetti. No caso de Marcelo Moraes Cecílio, houve desclassificação do crime, que passou a ser o de lesão corporal leve. Como o crime já prescreveu, a juíza deu por extinta a punibilidade.

Na manhã de sexta-feira (22), foram ouvidos os réus Daniel e Leandro. O outro acusado, Marcelo, prestou depoimento na noite de quinta-feira. As vítimas, três judeus, foram atacadas na esquina das ruas Lima e Silva e República no dia 08 de maio de 2005. Na quinta-feira (21), Alan Floyd Gisztejn, uma das vítima, narrou o ataque ao júri.

“Saí correndo logo que fui agredido. Fugi do bar. Fiquei na Rua Sofia Veloso. Respirei um pouco. No que eu voltei, vi o Rodrigo sendo agredido. Só não sabia que ele estava sendo esfaqueado”, relembrou.

Ele contou no júri também que ficou com medo de uma nova agressão, e que só voltou a usar o quipá durante uma viagem a Israel.

Os advogados de defesa contestaram as acusações. “Peço que absolvam Leandro e Daniel ou condenem por participação de menor importância, pois não há provas de que os dois tenham sido os agressores” disse o advogado Jacques Xavier Nunes, defensor dos dois réus. O advogado Rodrigo Rosa Lima, defensor de Marcelo Moraes Cecílio, disse que seu cliente não negou ter estado no local. “Ele nega é a tese de autoria”.

Após os debates entre Ministério Público e advogados, o júri se reuniu em uma sala secreta e a sentença só foi lida pela juíza  Cristiane Zardo por volta da 00h30min.

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