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Economia Juro bancário sobe para 32,8% ao ano, o maior índice em 19 meses, mostra o Banco Central

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A previsão faz parte de relatório de receitas e despesas extemporâneo publicado pelo Tesouro Nacional em seus sistemas. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O Banco Central (BC) informou que o juro bancário médio com recursos livres de pessoas físicas e empresas chegou a 32,8% ao ano em outubro. O juro bancário médio com recursos livres não conta os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em setembro, o juro bancário médio estava em 30,6% e, conforme o BC, a taxa registrada no mês passado é a maior desde março de 2020, quando estava em 33,3%.

De acordo com os números do BC, a alta dos juros bancários médios é reflexo do aumento da Selic, a taxa básica de juros da economia. A Selic passou de 2% em janeiro para 7,75% ao ano com o objetivo de tentar conter as pressões inflacionárias e também o spread bancário, que inclui a margem de lucro das instituições financeiras.

Saiba também:

— a taxa média de juros cobrada nas operações com empresas subiu de 17,1% ao ano para 19,1% ao ano em outubro, a maior desde julho de 2019 (19,2% ao ano);
— os juros médios nas operações com pessoas físicas subiram de 41,7% ao ano para 43,8% em outubro, maior nível desde abril de 2020 (44,7% ao ano);
— no cheque especial das pessoas físicas, a taxa caiu de 129,6% ao ano para 128,8% em outubro (o BC adotou um teto para os juros);
— nas operações com cartão de crédito rotativo, os juros bancários cobrados das pessoas físicas subiram de 339,5% ao ano em setembro para 343,6% ao ano em outubro, maior patamar desde agosto de 2017 (392,3% ao ano).

O crédito rotativo do cartão de crédito pode ser acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento, mas não quer ficar inadimplente. Essa é uma das linhas de crédito mais caras do mercado e, segundo analistas, deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.

Em alta

De acordo com dados do BC, as concessões de empréstimos bancários registraram novo aumento em outubro, subindo 1,74%. O cálculo foi feito após ajuste sazonal, uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes.

Ainda de acordo com o BC, as concessões somaram R$ 447 bilhões em outubro deste ano, maior patamar de toda a série histórica, que tem início em março de 2011.

Já o volume total do crédito ofertado pelos bancos, segundo a instituição, subiu 1,5% em outubro, para R$ 4,497 trilhões, na comparação com R$ 4,431 trilhões em setembro. Houve expansão de 0,9% na carteira de pessoas jurídicas e aumento de 1,9% na de pessoas físicas.

Para todo este ano, o Banco Central estima uma expansão de 12,6% no crédito bancário. Em 2020, impulsionado por linhas emergenciais de crédito para o combate aos efeitos da pandemia, o crédito bancário teve alta de 15,5%.

Inadimplência

A taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito ficou estável em outubro, em 2,3%. Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 3% no mês passado e, no caso das empresas, continuou em 1,4%.

O Banco Central também divulgou estatísticas sobre o endividamento das famílias com bancos. Neste caso, os novos números são referentes a agosto.

Segundo o BC, o endividamento registrou aumento naquele mês, ao somar 59,9% da renda acumulada nos doze meses anteriores, contra 59,2% em julho. Em janeiro de 2020, antes da pandemia da Covid-19, o endividamento das famílias estava em 48,9%. No mesmo mês deste ano, já havia avançado para 57,1%.

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