Sábado, 31 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Juro bancário sobe para 32,8% ao ano, o maior índice em 19 meses, mostra o Banco Central

Compartilhe esta notícia:

A previsão faz parte de relatório de receitas e despesas extemporâneo publicado pelo Tesouro Nacional em seus sistemas. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O Banco Central (BC) informou que o juro bancário médio com recursos livres de pessoas físicas e empresas chegou a 32,8% ao ano em outubro. O juro bancário médio com recursos livres não conta os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em setembro, o juro bancário médio estava em 30,6% e, conforme o BC, a taxa registrada no mês passado é a maior desde março de 2020, quando estava em 33,3%.

De acordo com os números do BC, a alta dos juros bancários médios é reflexo do aumento da Selic, a taxa básica de juros da economia. A Selic passou de 2% em janeiro para 7,75% ao ano com o objetivo de tentar conter as pressões inflacionárias e também o spread bancário, que inclui a margem de lucro das instituições financeiras.

Saiba também:

— a taxa média de juros cobrada nas operações com empresas subiu de 17,1% ao ano para 19,1% ao ano em outubro, a maior desde julho de 2019 (19,2% ao ano);
— os juros médios nas operações com pessoas físicas subiram de 41,7% ao ano para 43,8% em outubro, maior nível desde abril de 2020 (44,7% ao ano);
— no cheque especial das pessoas físicas, a taxa caiu de 129,6% ao ano para 128,8% em outubro (o BC adotou um teto para os juros);
— nas operações com cartão de crédito rotativo, os juros bancários cobrados das pessoas físicas subiram de 339,5% ao ano em setembro para 343,6% ao ano em outubro, maior patamar desde agosto de 2017 (392,3% ao ano).

O crédito rotativo do cartão de crédito pode ser acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento, mas não quer ficar inadimplente. Essa é uma das linhas de crédito mais caras do mercado e, segundo analistas, deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.

Em alta

De acordo com dados do BC, as concessões de empréstimos bancários registraram novo aumento em outubro, subindo 1,74%. O cálculo foi feito após ajuste sazonal, uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes.

Ainda de acordo com o BC, as concessões somaram R$ 447 bilhões em outubro deste ano, maior patamar de toda a série histórica, que tem início em março de 2011.

Já o volume total do crédito ofertado pelos bancos, segundo a instituição, subiu 1,5% em outubro, para R$ 4,497 trilhões, na comparação com R$ 4,431 trilhões em setembro. Houve expansão de 0,9% na carteira de pessoas jurídicas e aumento de 1,9% na de pessoas físicas.

Para todo este ano, o Banco Central estima uma expansão de 12,6% no crédito bancário. Em 2020, impulsionado por linhas emergenciais de crédito para o combate aos efeitos da pandemia, o crédito bancário teve alta de 15,5%.

Inadimplência

A taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito ficou estável em outubro, em 2,3%. Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 3% no mês passado e, no caso das empresas, continuou em 1,4%.

O Banco Central também divulgou estatísticas sobre o endividamento das famílias com bancos. Neste caso, os novos números são referentes a agosto.

Segundo o BC, o endividamento registrou aumento naquele mês, ao somar 59,9% da renda acumulada nos doze meses anteriores, contra 59,2% em julho. Em janeiro de 2020, antes da pandemia da Covid-19, o endividamento das famílias estava em 48,9%. No mesmo mês deste ano, já havia avançado para 57,1%.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Festival Hípico Noturno em Porto Alegre prossegue até este domingo
Governadora de Nova York emite alerta de emergência de desastre após aumento de casos e internações por covid
Pode te interessar