Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de fevereiro de 2018
O policial federal Newton Ishii, conhecido como o “Japonês da Federal”, teve o pedido de aposentadoria especial voluntária concedido. A informação foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (26).
Entre as regras constitucionais que garantem a aposentadoria especial dos policiais está a existência de risco imediato para a integridade do servidor diante das funções.
Condenação
Newton foi condenado, em 2009, pelo crime de facilitação do contrabando.
O mandado foi expedido, à época, pela Vara de Execução Penal da Justiça Federal, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Ao saber da decisão, Ishii se apresentou espontaneamente na Superintendência da Polícia Federal da capital paranaense.
De acordo com o advogado do agente, Oswaldo de Mello Junior, Ishii foi condenado a quatro anos, dois meses e 21 dias em virtude da Operação Sucuri, que descobriu envolvimento de agentes na entrada de contrabando no País.
As investigações mostraram que os agentes facilitavam a entrada de contrabando no Brasil, pela fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu.
Quatro meses depois, o agente teve a pena reduzida e retirou a tornozeleira eletrônica. À Polícia Federal (PF) disse, à época, que a redução de pena se deu devido aos dias trabalhados pelo agente. A cada três dias trabalhados, foi descontado um dia da pena total.
Quando ele foi condenado era aposentado. Depois da sentença, o TCU (Tribunal de Contas da União) considerou a aposentadoria dele irregular por causa da contagem de tempo de serviço.
O nome de Newton Ishii foi citado em meio à Operação Lava-Jato na gravação que levou à prisão o senador cassado Delcídio do Amaral, em Brasília (DF).
No áudio, o senador fazia tratativas com o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, buscando um plano de fuga para Cerveró, que estava preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.
Quando fez o pedido de aposentadoria especial voluntária, em outubro de 2016, Newton declarou mais de 30 anos de serviço, que é exigência mínima para o pedido de aposentadoria especial.
Fama
Com a deflagração da Operação Lava-Jato, em março de 2014, o agente passou a ser conhecido em todo o Brasil. A cada fase da operação, Newton Ishii aparecia ao lado empreiteiros, operadores financeiros, políticos e funcionários públicos que eram presos.
A fama se expandiu pelo Brasil se tornando, inclusive, tema da marchinha de carnaval.
Os comentários estão desativados.