Sexta-feira, 14 de Agosto de 2020

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Agro Laboratório da Secretaria da Agricultura celebra 70 anos de pesquisa com inoculantes

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Equipe que trabalhava quando o laboratório se localizava na avenida Júlio de Castilhos, no centro da Capital.

Foto: Arquivo Seapdr
Equipe que trabalhava quando o laboratório se localizava na avenida Júlio de Castilhos, no centro da Capital. (Foto: Arquivo Seapdr)

A cultura da soja responde atualmente por grande parte do setor agrícola do Rio Grande do Sul. O Estado é o segundo maior produtor do grão no Brasil, com mais de 19 milhões de toneladas anuais, segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) relativos a 2019. Para chegar a este nível de produtividade, foi preciso uma longa história de pesquisa e desenvolvimento que, em 2020, celebra 70 anos: o início das linhas de pesquisa em inoculantes no Estado, em 1950.

Inoculantes são produtos que contém bactérias denominadas rizóbios, que se associam à raiz da planta e realizam a fixação biológica de nitrogênio, dispensando o uso de fertilizantes. Em 1950, a antiga Semia (Seção de Microbiologia Agrícola), da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, iniciou a pesquisa para a seleção de estirpes destes rizóbios e a produção de inoculantes, principalmente para soja, a fim de atender à demanda motivada pelo início da expansão da cultura no Estado. As pesquisas também contemplaram outras leguminosas de clima temperado, como alfafa, trevos, comichão e ervilha.

“O Departamento de Pesquisas da Secretaria da Agricultura sempre foi um importante braço para ajudar a garantir a qualidade da produção agrícola no Estado, trazendo reconhecimento para os nossos pesquisadores e segurança para os produtores gaúchos”, destaca o secretário Covatti Filho.

O responsável técnico do Laboratório de Microbiologia Agrícola, Jackson Brilhante, conta que os estudos eram coordenados pelo professor João Rui Jardim Freire, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), que começou sua carreira profissional na Seção de Bacteriologia da Secretaria Estadual da Agricultura.

Anelise Beneduzi e Jackson Brilhante trabalham no Laboratório de Microbiologia Agrícola. (Foto: Fernando Dias/Ascom Seapdr)

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