Quarta-feira, 20 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de março de 2021
Pequenas doses de conversas diárias, algumas ligações e muitas trocas de mensagens. Foi assim que Leticia Sabatella abriu seu coração para celebrar seus 50 anos de idade, 40 de carreira nas artes e três décadas de TV.
Discreta e reservada sobre sua vida pessoal, a atriz mineira reforça que fazer aniversário no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, despertou uma reflexão especial em tempos de distanciamento social para combater a pandemia do coronavírus.
Mãe de Clara, de 28 anos, a atriz faz retrospectiva de sua vida pessoal e profissional.
“As relações construídas ao longo dos anos foram muito importantes. É um sentimento de muita gratidão e reconhecimento. Muitas pessoas, situações e aprendizados me ajudaram a me tornar quem sou!”
“As inseguranças já estão debeladas, aprendi o significado de errar sem medo e sei onde dá para acertar. Ainda tenho muita sede para fazer, mudar e melhorar”, entrega ela.
Expressar desejos e sentimentos é um ato de força e resistência para a atriz. E é através da música um dos jeitos que ela compartilha com o mundo seus pensamentos.
“Cantar para mim é um ritual mágico e que faz a gente sobreviver a tantas coisas difíceis. Por um tempo na minha vida, fiquei mais contida e essa vontade ficou adormecida porque eu estava envolvida em trabalhos, casamento e com a filha pequena”, lista ela.
“Com o tempo, a reflexão foi importante e vi o quanto não cantar e não me expressar virou um peso na minha saúde. Cheguei a desenvolver hipertireoidismo e a música veio como medicina para mim, além da arte. Cantar é a minha cura, a minha fortaleza e a certeza de ter voz como mulher”.
Para o futuro, Leticia deseja que a opressão e a violência acabem para todos.
“A dominação de um ser humano sobre o outro não vai trazer uma sociedade mais saudável. O isolamento social foi duro para todo mundo”.
Ser inspiração e se inspirar em outras mulheres é um ato de coragem e sororidade.
“Muitas mulheres se sacrificaram para mudar a história. Foram taxadas de loucas, rebeldes e agressivas. É um respeito a essas vidas perdidas e uma homenagem a gente se realizar e se amar”, afirma.
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