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Política Lula busca alternativa para aprovar a PEC da Segurança e vê desafios

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Presidente incorporou ao texto a previsão de que as guardas municipais atuem no policiamento ostensivo e comunitário

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Comparando com dados anteriores, observa-se que a desaprovação de Lula subiu de 51,4% em janeiro para 53% em fevereiro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo Lula deu um novo passo para tentar emplacar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública no Congresso: incorporou ao texto a previsão de que as guardas municipais atuem no policiamento ostensivo e comunitário, de modo a efetuar prisões em flagrante, por exemplo.

“Nossa intenção é fortalecer o sistema de segurança pública como um todo, garantindo que as guardas tenham seu papel formalizado na Constituição sem comprometer a autonomia dos entes federados”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, ao divulgar a versão renovada da PEC, na última quarta-feira.

Demanda antiga de prefeitos, o papel das corporações como polícia municipal foi reconhecido em decisão recente do STF (Supremo Tribunal Federal). A Corte determinou que as guardas podem agir regularmente na segurança urbana, desde que não realizem atividades de investigação criminal. Sua atuação deve ser limitada a cada município e está sujeita à fiscalização do Ministério Público.

Apesar da reformulação, a cúpula do governo avalia que a PEC não deve ser aprovada no Congresso e já encara a apresentação do texto quase como um gesto ao eleitorado preocupado com a violência urbana. Está na lista de prioridades do Executivo em 2025, mas enfrenta forte resistência de governadores e outras lideranças políticas antes mesmo do envio ao Legislativo.

Popularidade

O governo decidiu elaborar uma proposta para a segurança depois de constatar que problemas na área estavam causando danos à popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de um dos temas favoritos das forças políticas de direita, opositoras ao petista, e um campo no qual a esquerda tem dificuldades históricas para disputar o eleitorado. Por isso, ao menos enviar ao Congresso a PEC da Segurança pode ser relevante para a disputa da opinião pública.

O texto partiu de Lewandowski. A ideia inicial era transformar a Polícia Rodoviária Federal em uma polícia ostensiva com alcance maior do que as rodovias administradas pelo governo federal e aumentar a responsabilidade da União sobre a segurança pública. Diversos governadores afirmaram que a proposta interferiria na administração de órgãos de segurança estaduais.

Foram meses de discussão com os governadores até o ministro apresentar a versão anterior da PEC, em 15 de janeiro. Lewandowski já manifestou a intenção de aprová-la ainda no primeiro semestre, mas ela nem sequer foi remetida ao Legislativo: está atualmente na Casa Civil. Rui Costa, titular da pasta, afirmou que pretende remeter a proposta ao Congresso após o carnaval.

“Todos nós sabemos que 2026 é um ano político, é um ano em que dificilmente se pode aprofundar discussões dessa natureza. O ideal seria, ao nosso ver, que isso fosse enviado no primeiro semestre. Porque aí podemos ter uma discussão mais aprofundada, considerando todas as paixões políticas que envolvem esse tema”, afirmou o ministro em janeiro.

Lula tem ressaltado a responsabilidade do Congresso na aprovação da PEC e tentado afastar a ideia de que ela retira atribuições dos Estados. “A gente não quer ocupar o lugar do governador. A gente quer contribuir com o governo federal não apenas passando dinheiro”, afirmou o presidente na última quinta-feira. “A gente quer contribuir com forças efetivas para a gente poder enfrentar o crime organizado.”

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2 Comentários
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Fernando Krause
2 de março de 2025 16:10

Qualquer semelhança com o que acontece na Venezuela do cumpanhero ditador “socialista” Maduro NÃO É mera coincidência…

Artur Bando
2 de março de 2025 18:00

BANDIDOS QUEREM CONTROLAR A POLICIA SERIA:
g1.globo.com › politica › noticiaPRF cancela parcerias com PF e MPs estaduais para combater o CRIME ORGANIZADO…
3 days ago · Diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Antonio Fernando Souza Oliveira(COMUNISTA ROXO) alega insegurança jurídica.

g1.globo.com › rj › rio-de-janeiro
Ministro do STF proíbe operações em favelas do Rio de Janeiro….
Jun 5, 2020 · No mês de maio
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