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Notícias Lula diz que auxiliará Dilma na articulação política

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Papel do ex-presidente no apoio ao Executivo não foi definido e dependerá das demandas apresentadas por Dilma e seus ministros. (Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula)

Depois de um período de afastamento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora, a presidenta Dilma Rousseff, combinaram que ele passará a ter papel ativo na articulação política do governo. A ideia é que Lula, com o aval de Dilma, viaje com mais frequência a Brasília, a exemplo do que fez na semana passada, para conversas com líderes partidários e do Congresso, inclusive do próprio PT, com quem a mandatária tem dificuldade de diálogo.

O papel do ex-presidente no apoio ao governo não foi definido e dependerá das demandas apresentadas por Dilma e seus ministros. Segundo um colaborador próximo a Lula, “ele quer ajudar” e deve atuar de forma “paralela” à dos ministros responsáveis pela articulação política (Ricardo Berzoini e Giles Azevedo). “Ele vai reforçar o governo com sua capacidade de diálogo”, disse um aliado do petista.

A presença mais constante de Lula é uma das apostas do Executivo para tentar reverter a crise política e as ameaças de impeachment a Dilma. Conforme um auxiliar dele, a participação mais constante do ex-presidente também é objeto de demandas das bancadas do PT na Câmara dos Deputados e no Senado, que se queixam da falta de acesso à chefe do Executivo e do excesso de poder do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

A periodicidade das idas de Lula à Brasília vai depender da necessidade, do interesse de Dilma e também da agenda do ex-presidente. Segundo auxiliares, ele tem dezenas de pedidos de viagens por todo o Brasil, que também devem ser usadas como plataformas para a defesa do governo, do PT e de seu próprio legado.

Argumento

No dia 29 de agosto, durante evento em São Bernardo do Campo (SP), o petista disse que vai “voltar a voar” devido aos ataques que vem sofrendo em função, principalmente, do esquema de desvios de dinheiro da Petrobras investigado pela Operação Lava-Jato.

Há dez dias, o ex-presidente foi alvo de um pedido feito ao STF (Supremo Tribunal Federal) por um dos delegados da PF (Polícia Federal) que cuidam da operação. Ele quer que Lula esclareça as suspeitas levantadas por alguns delatores de que teria conhecimento do esquema. O petista nega enfaticamente tais acusações. (AE)

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