Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de outubro de 2018
Mais da metade da população acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre pena sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro, deveria continuar condenado e preso, aponta pesquisa Datafolha divulgada na terça (2).
A opinião é de 51% das 3.240 pessoas ouvidas pelo instituto em 225 municípios em todo o País. Outros 8% acreditam que Lula deveria continuar condenado e ir para a prisão domiciliar.
O petista foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão em julho passado e, em janeiro, teve a pena aumentada para 12 anos e um mês. Desde abril, está preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
No entanto, para 37% das pessoas entrevistadas o ex-presidente deveria ser perdoado e solto. Lula sempre negou ter cometido irregularidades. Já 4% não souberam responder.
Ainda há recursos a serem julgados pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e STF (Supremo Tribunal Federal).
O Datafolha questionou aos entrevistados se, na opinião deles, Lula deveria ser perdoado e solto,
se Lula deveria continuar condenado e ir para prisão domiciliar, ou se Lula deveria continuar condenado e preso.
Parte dos dirigentes do PT tem defendido que o ex-presidente seja beneficiado com um indulto caso o partido consiga eleger o próximo presidente na eleição de outubro.
O presidenciável do partido, Fernando Haddad, já negou em entrevistas a possibilidade de conceder indulto a Lula.
Haddad está em segundo lugar no Datafolha, com 21%, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que lidera e tem 32% das intenções de voto.
Enquanto 78% das pessoas que afirmaram que votam em Haddad acreditam que Lula deve ser solto, 82% dos que votam em Bolsonaro defendem a manutenção da prisão.
A pesquisa Datafolha foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-03147/2018 e o contratante é a Folha de S.Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Lula não vai poder votar
O plenário do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná negou, na terça-feira (2), um recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em que ele pedia para votar no primeiro turno da eleição, que acontece no próximo domingo.
O recurso é contra uma decisão individual do próprio TRE-PR que já havia negado o pedido de Lula. Em seu relatório, o juiz Jean Leeck citou que Lula tem seu direito de voto preservado, mas “a sujeição ao claustro impede que vá à Zona Eleitoral na qual registrado para exercê-lo, não competindo a esta Justiça Especializada tratar dessa
restrição à sua liberdade de ir e vir”.
Segundo o juiz, “embora o direito ao voto seja individual”, a instalação da urna eletrônica dependeria de mais presos na PF também desejarem votar, “haja vista a impossibilidade de a Justiça Eleitoral, que possui restrições orçamentárias e materiais”. “Justamente por isso, os esforços são levados a efeito por meio de convênios institucionais entre o TRE-PR e as forças de segurança responsáveis pelos estabelecimentos prisionais.”
Leeck diz que, no caso da carceragem da PF em Curitiba, embora a presidência do tribunal tenha mostrado iniciativa de contatar seus responsáveis, o número insuficiente de interessados aptos a votar inviabiliza o pedido. Para a Justiça Eleitoral, seriam necessários ao menos 20 eleitores presos para instalar uma urna. A PF não informa quantos de seus encarcerados têm o desejo de votar.
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