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Mundo Mais um navio da Marinha americana tem surto de coronavírus

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Pelo menos 17 membros da tripulação do navio ‘destroyer’ “USS Kidd” estão infetados com o novo coronavírus e as equipas médicas estimam que o número possa subir. (Foto: US Navy Photo)

Ao menos 18 marinheiros de um navio da Marinha americana receberam diagnóstico de coronavírus. É a segunda embarcação militar do país a sofrer com um surto de Covid-19. O destróier USS Kidd está atualmente realizando uma missão de combate ao tráfico de drogas em uma região do Pacífico e do Caribe.

De acordo com o Pentágono, o primeiro tripulante a apresentar sintomas do vírus foi retirado do navio e levado para uma base militar do Texas, onde um teste confirmou que ele estava infectado por coronavírus. Ele está em condição estável e recebe tratamento, informou o governo americano.

Com isso, mais tripulantes da embarcação foram testados, e mais casos, confirmados. O Pentágono informou que 330 pessoas estão a bordo do USS Kidd e que espera aumento no número de infectados conforme mais testes forem feitos. A Marinha disse que uma equipe médica foi enviada para tratar os doentes e que o navio deve em breve atracar em um porto para que a tripulação seja evacuada, e a embarcação, descontaminada.

Além do USS Kidd, um surto também atingiu o porta-aviões USS Theodore Roosevelt no início de abril. Mais de 700 casos de coronavírus foram confirmados na embarcação, e um marinheiro morreu em decorrência da Covid-19.

O caso levou a uma crise dentro das Forças Armadas americanas depois que o comandante da embarcação, Brett Crozier, foi demitido por criticar o modo como o caso estava sendo tratado. Nesta sexta (24), a Marinha também recomendou ao secretário de Defesa, Mark Esper, que Crozier seja readmitido como comandante do USS Theodore Roosevelt. Segundo a imprensa americana, uma investigação interna da Marinha mostrou que o comandante não cometeu erros ao fazer um alerta sobre o surto que ocorria dentro do navio.

O número de mortos por Covid-19 nos Estados Unidos chegou a mais de 50 mil na sexta-feira (24), segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins. O país é, hoje, o mais atingido pela pandemia de novo coronavírus, com mais de 870 mil casos confirmados.

A situação é ainda pior em Nova York. A maior cidade do país tem mais de 16 mil mortos por Covid-19, número muito superior ao registrado em países inteiros como a Alemanha e a China, onde a pandemia começou.

Autoridades relataram nesta semana que as primeiras mortes pelo novo coronavírus nos EUA ocorreram entre 6 e 17 de fevereiro — dias antes do primeiro registro oficial. Isso aumenta a suspeita de que o patógeno esteja circulando no país há ainda mais tempo. Oficialmente, o primeiro registro de Covid-19 em território norte-americano data de 21 de janeiro.

Prisões

Cerca de 650 prisioneiros testaram positivo para coronavírus em uma prisão no estado de Michigan, nos Estados Unidos, que abriga reclusos cuja idade ou condição de saúde os torna especialmente vulneráveis, informou o jornal “Washington Post” neste sábado.

O jornal, que citou dados do Departamento de Correções do Michigan, disse que os 642 infectados com Covid-199 representam 44% dos 1.400 prisioneiros do Presídio de Lakeland. Até agora, mais de 1.170 detentos deram positivo para coronavírus no estado de Michigan, dos quais 30 morreram.

Vários estados do país, como Ohio, Tennessee, Arkansas, Michigan e Carolina do Norte, começaram a testar presos e, por isso, a taxa de infectados em cadeias de todo o país deve triplicar na próxima semana.

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