Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 25 de abril de 2020
A polícia de Londres (Reino Unido) informou na sexta-feira (24) que prendeu mais de 4.000 pessoas por violência doméstica desde o início das medidas de confinamento na cidade. Isso significa que cerca de 100 pessoas, em média, foram presas por dia no período, que vai de 9 de março a 19 de abril.
As chamadas por abuso doméstico aumentaram em um terço nessas seis semanas, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Uma das comandantes da polícia metropolitana, Sue Williams disse que quem for vítima de violência doméstica poderá deixar sua casa e ir para a rua para fugir do agressor. Ela também pediu que as pessoas sigam denunciando esses casos.
Aumento de mortes
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, voltará ao trabalho na segunda-feira (27), afirmou uma porta-voz do governo neste sábado (25). Boris ficou afastado do cargo após contrair Covid-19 e chegando a ser internado em uma UTI por três noites para tratamento no início deste mês. O premiê retorna ao poder sob pressão de uma economia em queda e do aumento de mortes devido ao coronavírus.
O Reino Unido superou a sombria marca de 20.000 mortos por Covid-19, neste sábado, quando o total diário de fatalidades subiu em 813 casos, para 20.319 pessoas que testaram positivo para a doença e morreram no hospital.
Em meados de março, o principal conselheiro científico do governo havia dito que manter o total de mortes abaixo de 20.000 seria “um bom resultado”.
O governo está recebendo cada vez mais críticas pelas suas respostas à pandemia do novo coronavírus, à medida em que o total de mortes cresce. O Reino Unido demorou para impor isolamento, em comparação com outros países europeus, e sofre para aumentar sua capacidade de testes.
O país tem o quinto maior total de mortes oficiais do mundo, depois de Estados Unidos, Itália, Espanha e França. Os cientistas afirmam que a taxa de mortalidade começará a cair apenas daqui a algumas semanas.
O total de mortes deve crescer alguns milhares com a adição de dados mais amplos e tardios que incluem mortes em casas de repouso. Até 10 de abril, o total de mortes dos hospitais estava por volta de 40% atrás da contagem geral.
Dados do Ministério da Saúde publicados neste sábado mostraram que 28.760 testes foram realizados em 24 de abril. Isso deve aumentar a pressão contra o governo por causa do seu objetivo de fazer 100.000 testes diários até o fim de abril.
Há preocupações de que a limitação de testes possa significar uma saída lenta do isolamento e efeitos piores à economia do Reino Unido, a quinta maior do mundo.
No começo do sábado, Stephen Powis, diretor-médico do Serviço Nacional de Saúde (NHS) da Inglaterra recusou-se a passar um o novo número de quantas mortes poderiam ser esperadas, mas disse à Rádio BBC: “Vai demorar algum tempo, pode demorar muitos anos, antes de conhecermos o efeito completo da pandemia neste país”, afirmou. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e da agência de notícias Reuters.
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