Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de maio de 2017
Manifestantes e policiais entraram em confronto em protesto de 1º de maio em Paris (França). Segundo a emissora BFMTV, um grupo de pessoas mascaradas se misturou a um protesto pelo Dia do Trabalho e jogou coquetéis molotov contra policiais, que responderam com gás lacrimogêneo. De acordo com a emissora, três agentes de segurança ficaram feridos. A manifestação, liderada por quatro sindicatos atrás de um cartaz com o lema “Contra os retrocessos sociais, caldo de cultivo da extrema-direita”, teve que parar em várias ocasiões.
Vários indivíduos, situados diante da manifestação, enfrentaram os policiais com projéteis, às vezes encontrados no lugar, e com coquetéis molotov. Igualmente, vários episódios de destruição mancharam a manifestação.
Os sindicatos não conseguiram neste ano repetir a união sindical que promoveram em 2002 para evitar que Jean-Marie Le Pen, então candidato classificado para o segundo turno da eleição presidencial contra o conservador Jacques Chirac, chegasse à presidência.
Nessa segunda-feira marcharam divididos sobre as intenções de voto para bloquear a atual candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, que enfrentará nas urnas no dia 7 de maio o centrista Emmanuel Macron. A segurança foi bastante reforçada nesse dia de protestos a seis dias do segundo turno das eleições presidenciais. Há 9 mil policiais mobilizados para acompanhar as manifestações.
Os candidatos continuam com suas campanhas. Em um discurso agressivo, Marine Le Pen convocou os franceses a “bloquear as finanças, a arrogância, o rei dinheiro”, acusando seu rival de ser “o candidato do sistema” por ter trabalhado no setor bancário e como ministro do presidente socialista François Hollande.
Antes deste comício, autoridades de seu partido, a Frente Nacional, depositaram flores ao pé de uma estátua de Joana d’Arc em Paris, homenageada por “seu amor à nação” em cada 1º de maio por este partido anti-imigração e anti-UE.
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