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Saúde Médicos baixam o limite para que a pessoa não seja considerada hipertensa

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A escola busca qualificar e preparar os profissionais para atender as demandas da área. Foto: Reprodução.

Tentar manter uma pressão sanguínea mais baixa pode salvar vidas, diz um novo e importante estudo que poderia estimular os médicos a tratar mais agressivamente pessoas com mais de 50 anos.

Os pacientes que mantiveram sua pressão arterial bem abaixo do nível recomendado atualmente reduziram significativamente o risco de doença cardíaca e morte, segundo pesquisa dos NIH (Institutos Nacionais de Saúde) dos Estados Unidos. O benefício encontrado foi forte o suficiente para que os NIH parassem o estudo um ano mais cedo do que o previsto.

“Este trabalho fornece informações que podem salvar vidas”, declarou Gary Gibbons, diretor do Instituto de Coração, Pulmão e Sangue. Os médicos têm debatido há muito tempo o quão baixa a pressão de seus pacientes deve estar, especialmente quando envelhecem.
Os resultados apresentados são preliminares, e os pesquisadores enfatizaram que os médicos não devem alterar a assistência ao paciente. Mas se os resultados completos corroborarem o que se verificou até agora, eles podem influenciar as diretrizes de tratamento.

“Esse estudo certamente indica que menor é melhor”, disse Mark Creager, presidente da American Heart Association, que não esteve envolvido com a pesquisa.

Cerca de um em cada três adultos nos EUA têm pressão arterial alta, aumentando o risco de ataques cardíacos, acidente vascular cerebral, insuficiência renal e outros problemas.

Pressão normal.

A pressão arterial considerada normal é inferior a uma medição de pressão de 12 por 8. A pressão alta é diagnosticada uma vez que a medição atinge ou passa de 14 por 9. As diretrizes de tratamento atuais são variáveis, mas geralmente tentam manter o número superior – chamado de pressão sistólica – em até cerca de 14 em adultos saudáveis e 13 em pacientes que têm doença renal ou diabetes.

O instituto americano patrocinou um estudo de âmbito nacional para testar se essa é a melhor meta, ou se buscar uma pressão inferior iria ajudar ou prejudicar. A partir de 2010, mais de 9.300 pacientes hipertensos foram inscritos no estudo. Metade recebeu uma média de cerca de dois medicamentos com o objetivo de manter sua pressão sistólica abaixo de 14. A outra metade recebeu uma média de três medicamentos com o objetivo de ficar abaixo de 12.

Os pacientes tratados de forma mais agressiva viram seu risco de morte cair quase 25% em comparação com os pacientes menos controlados, disseram os pesquisadores. E as taxas de problemas cardiovasculares caíram quase 30% no grupo mais controlado.

Os pesquisadores não deram números precisos ou informações sobre os efeitos colaterais, dados que são esperados quando o estudo completo estiver publicado em uma revista científica, no final do ano.

Uma questão em aberto é se os pacientes mais velhos precisariam manter sua pressão arterial tão baixa quanto os pacientes de meia-idade, ou se isso aumentaria o risco de efeitos colaterais, incluindo quedas.

Um em cada cinco brasileiros com mais de 18 anos está com a pressão alta. Entre os 60 e os 64 anos, essa proporção dá um pulo: quatro em cada dez pessoas nessa faixa têm hipertensão, segundo o Ministério da Saúde. Acima de 75 anos, os hipertensos correspondem a mais de 55%. (AG)

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