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Brasil Médicos levam equipamento para examinar Bolsonaro no Rio de Janeiro

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Bolsonaro está com uma colostomia. (Foto: Tania Rego/Agencia Brasil)

O médico Luiz Macedo, do Hospital Albert Einstein, examinará o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Ele trouxe um equipamento de ultrassom de São Paulo para fazer os exames na casa do candidato, no Rio. Bolsonaro foi esfaqueado no primeiro turno durante evento de campanha em Juiz de Fora. Adélio Bispo disse em juízo que a motivação do crime foi política. Ele discorda das ideias do presidenciável. Se Bolsonaro for liberado para atividades normais, poderá decidir se participa ou não dos debates na TV.

Depois do ataque que sofreu em 6 de setembro, quando levou uma facada na barriga, Bolsonaro está com uma colostomia, o que exige cuidados e mais atenção em situações de aglomeração de pessoas e eventual tumulto. Nos últimos dias, o candidato indicou que pode participar de dois debates até o segundo turno das eleições

Haddad tem cobrado a participação do adversário nos debates. Segundo ele, quer “olhar olho no olho” de Bolsonaro. A junta médica deve ir ao Rio, na casa do candidato do PSL, como fez na semana passada. São médicos que o acompanharam no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O candidato do PT tem encontro, em São Paulo, com o grupo denominado Juristas pela Democracia, que reúne magistrados que apoiam seu nome neste segundo turno. Ao longo do dia, ele ainda tem conversas com grupos de defesa dos animais e concede entrevistas exclusivas para emissoras de rádio e televisão.

Haddad deve ir nesta sexta (19) ao Rio e no fim de semana ao Nordeste. Os locais do Nordeste ainda vão ser definidos, mas ele deve escolher o Piauí, a Bahia e o Maranhão, onde os governadores são aliados do PT.

Disputa na Câmara

A disputa pelo comando da Câmara em 2019 já está causando atritos entre o PSL do deputado Jair Bolsonaro (RJ), líder nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, e o bloco conhecido como Centrão, fiel da balança nas votações da Casa. Dirigentes do grupo formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade dizem que, se Bolsonaro for eleito e quiser “atropelar” o bloco, enfrentará forte oposição desde o início do mandato.

O PSL elegeu a segunda maior bancada da Câmara, com 52 deputados (atrás do PT, com 56). Os partidos do Centrão fizeram 142 parlamentares.

Na tentativa de amenizar o mal-estar, o senador eleito Major Olímpio, presidente do PSL paulista, afirmou que o assunto não está sendo objeto de discussão. “O importante é ter um alinhamento que dê solidez ao futuro governo”, afirmou.

O próprio Olímpio, porém, já havia confirmado a disposição do PSL para indicar o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), filho do capitão da reserva, à cadeira hoje ocupada por Rodrigo Maia (DEM-RJ). A defesa da indicação foi feita pelo general Roberto Sebastião Peternelli Júnior, coordenador das candidaturas de militares das Forças Armadas e deputado eleito.

 

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