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Brasil O PSD declara neutralidade, mas seu presidente diz que a maioria está com Bolsonaro

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Recordista de prefeituras neste ano, o comandante do PSD avalia que as eleições mostram esquerda menor. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o partido não apoiará nenhum dos dois candidatos à Presidência da República. Ele, no entanto, explicou que a decisão respeita os diretórios da Bahia e de Sergipe, que apoiam Fernando Haddad (PT), em oposição à “ampla maioria” do partido, que está com Jair Bolsonaro (PSL).

“Em um gesto de respeito com esses dois Estados, ao invés de definirmos o voto do partido em favor do Bolsonaro, o PSD definiu que vai liberar seus diretórios regionais para o caminho que considerarem mais adequado. Com isso, aqueles que não quiserem acompanhar a candidatura do Bolsonaro ficam com a tranquilidade de estarem dentro de uma diretriz partidária”, disse ele, que é ministro de Ciência e Tecnologia do governo Temer.

O PSD baiano é aliado do PT no Estado. Já em Sergipe, o PT apoia a candidatura de Belivaldo Chagas, do PSD, para o governo. Chagas disputa o segundo turno com Valadares Filho, do PSB. Kassab deixou claro, no entanto, que a maioria do partido está com Bolsonaro e que liberar os diretórios regionais é uma decisão que impede a criação de dissidências e visa a unificar o partido com maior facilidade após as eleições.

A maioria dos partidos, dentre eles PSDB e MDB, também não oficializaram apoio a nenhum dos dois candidatos e liberaram seus diretórios regionais. O PT tem o apoio do PCdoB e PROS, que já fazem parte da coligação de Haddad, além do PCB, PSB e PSOL. O PSL tem o apoio do PTB, PRTB e PSC.

Ibope

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) lidera a corrida presidencial nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, aponta pesquisa Ibope divulgada na quarta-feira (17). Entre os Estados com segundo turno pesquisados pelos institutos, Fernando Haddad (PT) lidera a disputa apenas no Rio Grande do Norte.

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, Estados onde o capitão da reserva aparece com mais de 60% dos votos válidos, são os três maiores colégios eleitorais do Brasil.

Considerando os votos válidos, que descarta brancos, nulos, indecisos e é o critério adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral nas eleições, Bolsonaro tem 63% contra 37% de Haddad em São Paulo. A vantagem do presidenciável do PSL se mantém em Minas Gerais (62% x 32%), Rio de Janeiro (65% x 35%), Distrito Federal (70% x 30%). No Rio Grande do Norte, Haddad tem 57% dos votos válidos contra 43% de Bolsonaro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-BR-07265/2018.

O presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, chegou a dizer que se considera praticamente eleito, em razão da dificuldade de seu oponente tirar a diferença de votos nesta reta final de campanha de segundo turno. “Nós estamos com uma mão na faixa, é verdade. Pode até não chegar lá, mas estamos com uma mão na faixa. [Haddad] não vai tirar 18 milhões de votos de agora até daqui a dois domingos. Não vai tirar isso”, afirmou o candidato.

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