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Você viu? Mentir no currículo não vale a pena. Veja o que acontece com quem é pego

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Recrutadores são treinados para identificar desde o comportamento até gestos e emoções dos profissionais.

Foto: Reprodução
Recrutadores são treinados para identificar desde o comportamento até gestos e emoções dos profissionais. (Foto: Reprodução)

Mentir no currículo nunca deve ser uma opção e pode ter sérias consequências. No momento da inscrição, pode até parecer que, com as mentiras, as chances serão maiores para conseguir uma entrevista ou até mesmo a vaga desejada. No entanto, no médio e longo prazo, a farsa pode levar à perda de credibilidade profissional, demissão e até dificuldade em encontrar futuras oportunidades de emprego.

“Empresas valorizam a integridade e a confiança, e uma vez que esses valores são quebrados, reconstruí-los é extremamente difícil. Recrutadores experientes frequentemente identificam discrepâncias ou exageros em currículos através de uma série de métodos como entrevistas comportamentais, verificações de referência detalhadas, e testes de habilidades práticas”, explica Daniela Bertolo, mentora de carreira e autora do livro “Você brilha quando vive sua verdade”.

Recrutadores são treinados para identificar desde o comportamento até gestos e emoções dos profissionais, confirmando ou não a compatibilidade de dados. Segundo a 27ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), mais de 69% dos recrutadores já eliminaram candidatos por conta de inconsistências ou falsificações em seus currículos.

Daniela também concorda. Para a profissional, a honestidade no currículo é fundamental não apenas para evitar consequências negativas, mas também para construir uma carreira sólida e respeitável. “Habilidades podem ser desenvolvidas, e experiências podem ser adquiridas com o tempo, mas a confiança, uma vez perdida, é difícil de ser reconquistada”, acrescenta.

Além da honestidade, recrutadores valorizam competências relacionadas ao comportamento profissional como a capacidade de se relacionar com o colega, o trabalho em equipe e a adaptabilidade.

Sendo assim, para confirmar informações, o profissional de RH sempre pesquisa a conduta do candidato nas empresas anteriores, os projetos que ele realizou, as contribuições sociais que ele deu e o direcionamento de sua carreira.

Em alguns casos, dependendo do cargo, o recrutador consulta também antecedentes criminais, históricos financeiros e até as redes sociais do candidato.

Mentiras comuns

Segundo especialistas, as mentiras mais comuns estão relacionadas, principalmente, a temas que envolvem educação e experiência anterior. Além de:

– Habilidades técnicas;
– Experiência profissional;
– Proficiência em idiomas;
– Motivo da saída do emprego anterior;
– Conquistas pessoais ou profissionais inflacionadas;
– Omissão a respeito do período de emprego;
– Falsas alegações sobre participação em projetos significativos.

Foi pego?

A falsificação de informações fundamentais para a contratação compromete a relação de confiança entre empregado e empregador. Assim, segundo especialistas, mentir no currículo pode dar justa causa dependendo da gravidade e do seu impacto nas responsabilidades do emprego.

Entretanto, Bruno Petcov, consultor de Recursos Humanos da Croma Consultoria de Recursos Humanos, destaca que tudo precisa ser avaliado e que é essencial que o recrutador entenda o contexto geral e o que motivou o candidato a mentir.

Sampaio acredita que muitos candidatos acabam mentindo para tentarem se destacar em um mercado que está “cada vez mais competitivo e exigente quanto a qualificação”.

“Com o mercado exigindo tanta qualificação, muitos profissionais acabam forçando um currículo que ainda não construíram na prática. Ou seja, eles mentem para não perder a oportunidade de ter um emprego”, diz.

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