Sexta-feira, 03 de Julho de 2020

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Brasil Mesmo se a condenação de Lula for confirmada em segunda instância, o PT pretende confirmar a candidatura dele um dia após o julgamento

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O julgamento de Lula no TRF-4 será realizado em 24 de janeiro. (Foto: Divulgação)

O PT vai promover no dia seguinte ao julgamento da apelação de Lula no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), com sede em Porto Alegre, uma reunião ampliada de sua executiva para confirmar o lançamento da candidatura do ex-presidente ao Palácio do Planalto em 2018.

A sigla convocou deputados, senadores e governadores para o evento, que será realizado independentemente da decisão dos desembargadores. Como a percepção generalizada é de que a condenação do petista será confirmada, o ato será um gesto de resistência da sigla, conforme o PT.

A legenda praticamente fechou o roteiro das mobilizações para o julgamento em Porto Alegre. Haverá panfletagem do dia 13 ao dia 22 de janeiro, quando o MST montará acampamento na cidade. Demais movimentos devem desembarcar na Capital gaúcha dia 23.

Haverá uma série de apresentações no Fórum Social Mundial na mesma data. Há articulação para que personalidades internacionais falem sobre Lula no evento. Os militantes vão caminhar até o TRF-4 para ficar em vigília até o julgamento, na manhã seguinte. O PT programou um grande ato em São Paulo para receber Lula na noite do dia 24 de janeiro, após o julgamento. O ex-presidente ainda não decidiu se vem a Porto Alegre.

Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá, no litoral paulista. A sentença foi dada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato na primeira instância. A defesa do petista recorreu da condenação.

Mobilização 

A mobilização em defesa do ex-presidente Lula programada para o julgamento do dia 24 de janeiro sofreu um revés na quinta-feira (28). Decisão assinada pelo juiz Osório Avila Neto proíbe acampamento do MST na cidade nas proximidades do TRF-4, onde três desembargadores julgarão Lula em segunda instância.

“É dado notório que se aprazou para o dia 24 de janeiro o julgamento de recurso penal envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que funciona em prédio lindeiro ao deste foro. Informações de imprensa também dão conta de que movimentos sociais identificados com o ex-presidente mobilizam-se para comparecer no local de julgamento, a fim de promover suas manifestações de apoio ao político”, diz o juiz.

“Protestar é um ato midiático, exige perfeita remessa entre a ação de protesto e o destinatário da agitação. A foto deste grupo protestando em frente ao tribunal dirá muito mais à coletividade mundial do que a foto deste mesmo grupo em praça a centenas de metros de distância”, prossegue o magistrado.

“Ante o exposto, defiro parcialmente a liminar pleiteada, para o fim de (a) que seja estabelecida área de isolamento para o trânsito e permanência dos manifestantes, correspondente à área formada pelo polígono entre as vias: Rua Edvaldo Pereira Paiva, Avenida Loureiro da Silva e Avenida Augusto de Carvalho; (b) proibir, imediatamente e até três (03) dias após o julgamento do recurso, a formação de acampamento no interior do Parque Harmonia e em seus terrenos e estacionamentos lindeiros ao parque e ao Tribunal Regional Federal e às instituições públicas situadas nas adjacências”, completa o juiz.

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