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Mundo México volta a exigir visto impresso de brasileiros a partir desta quinta; veja como fazer

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O visto deverá estar impresso no passaporte brasileiro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Brasileiros que quiserem ir ao México precisarão, a partir desta quinta-feira (18), apresentar visto físico, impresso no passaporte. Atualmente, basta uma autorização eletrônica emitida no site do Instituto Nacional de Migração do México. A medida foi anunciada pela Secretaria das Relações Exteriores (SRE) daquele país.

Para solicitar o visto, os brasileiros deverão fazer um agendamento no site da SRE. Com o número do agendamento, será necessário ir ao consulado mexicano selecionado no ato do agendamento e apresentar a documentação solicitada. Os brasileiros também deverão cumprir os requisitos publicados nas páginas eletrônicas de qualquer uma das representações consulares mexicanas.

“Essas ações buscam fortalecer a migração segura, ordenada e regular e erradicar as campanhas de desinformação que lucram com os migrantes”, afirmou o governo mexicano, em nota.

Dispensas

Existem casos, no entanto, em que o visto físico não será exigido. São eles: portadores de documentos que comprovem residência permanente no Canadá, nos Estados Unidos da América, no Japão, Reino Unido, na Irlanda e países do Espaço Schengen, bem como os países-membros da Aliança do Pacífico.

Também está dispensado o visto físico a portadores de vistos válidos e atuais do Canadá, dos Estados Unidos da América, do Japão, Reino Unido e da Irlanda do Norte ou qualquer um dos países que compõem o Espaço Schengen.

O Espaço Schengen é uma área criada por convenção entre países europeus na qual não há controles fronteiriços ou alfandegários. Compõem essa área a Áustria, Alemanha, Bélgica, República Tcheca, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Liechtenstein, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polônia, Portugal, Suécia e Suíça.

Já a Aliança do Pacífico é composta por Chile, Colômbia, Costa Rica e Peru, além do México.

Retrocesso

Para entidades, como Abav Nacional e Abracorp, a exigência do visto emitido presencialmente para entrar no México é um retrocesso e a medida deve impactar a procura pelo destino por brasileiros. Segundo a presidente da Abav Nacional, Magda Nassar, o Brasil deveria estar tendo facilitações, após períodos difíceis de pandemia, e, não, entraves.

“Este visto é um incômodo extra quando deveríamos estar tendo todas as facilitações possíveis no mundo inteiro, já que vivemos um momento de retomada das vendas depois da pandemia. Um entrave desses é um retrocesso absurdo e, muito mais do que prejudicial para o trade, é prejudicial para o destino, que é um destino parceiro, que investiu no Brasil, que sabe o valor do viajante brasileiro, e que tem um bom volume de vendas”, diz.

E, apesar de o destino ser mais voltado ao lazer, a decisão também impacta o setor corporativo, que pratica bastante o bleisure (viagem de negócios e lazer) no país.

“Nesse sentido, o impacto maior é no lazer. Mas o corporativo também é impactado, porque dentro das mudanças nas dinâmicas das viagens corporativas, o bleisure tornou-se um modelo relevante. O viajante agora aproveita para levar a família em uma viagem corporativa, quer seja numa reunião de negócios ou evento. Logo, ele poderia levar a esposa e filhos em uma viagem ao México. Agora, com a exigência do visto, isso torna-se mais complicado e custoso”, comenta o presidente executivo da Abracorp, Gervasio Tanabe.

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