Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 27 de fevereiro de 2018
O presidente Michel Temer disse nessa terça-feira que não há “nenhum movimento com vistas a interromper” investigações da Operação Lava-Jato. Ele deu a declaração após evento de posse do ministro Raul Jungmann no recém criado Ministério da Segurança Pública.
Em meio a jornalistas, o presidente foi questionado sobre qual seria a recomendação para Jungmann a respeito da Lava-Jato, já que o novo ministério será responsável também pela Polícia Federal. Na semana passada, quando o presidente anunciou a criação da nova pasta, a informação de que a Segurança Pública tiraria a PF da alçada do Ministério da Justiça gerou críticas de que a operação pudesse ser afetada.
Além da PF, também saem da responsabilidade da pasta da Justiça e passam para a Segurança Pública a Polícia Rodoviária Nacional, a Força Nacional e a administração dos presídios.
“Não volte nesse assunto [Lava-Jato]. Isso aí vem sendo tranquilamente levado adiante, não há um movimento sequer com vistas a interrupção. Aliás, vamos registrar um fato: segurança pública é combater criminalidade, que tipo de criminalidade? Aquela que digamos, mais evidenciada, tráfico de drogas e a bandidagem em geral, e evidentemente a corrupção”, respondeu o presidente.
O presidente afirmou na entrevista que convidou governadores para uma reunião na próxima quinta-feira para discutir segurança. Questionado se pretende realizar ações em outros estados, a exemplo da intervenção no Rio, disse que será “verificado” caso a caso. “Chamei os senhores governadores de estado para fazermos uma reunião na quinta-feira, pontualmente vamos verificando caso a caso”, declarou. O presidente voltou a destacar que o enfrentamento à violência e à criminalidade exige esforços conjuntos.
Os comentários estão desativados.