Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de junho de 2017
Após se reunir com seu advogado Antonio Claudio Mariz em São Paulo, no sábado, o presidente Michel Temer voou rapidamente para Brasília para realizar uma reunião no Palácio do Jaburu com seus principais assessores para discutir a expectativa em relação ao julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), após a prisão do ex-deputado e ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures. Durante o encontro, sobraram ataques ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Participaram da reunião, que durou até meia-noite de sábado, o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral), o general Sergio Etchegoyen (GSI), o secretário de imprensa, Luciano Suassuna, e o advogado Gustavo Guedes, que defende Temer na ação no TSE que pode levar à cassação do mandato do presidente.
Segundo Guedes, “imagina-se que a prisão do Loures não influencie o TSE e discutiu-se possíveis movimentos do Janot para pressionar o Tribunal”. “Dos quais uma denúncia no STF e a divulgação de alguma outra prova propositalmente guardada são os mais possíveis”, disse o advogado.
Junto com Temer, o ex-deputado é suspeito de organização criminosa, corrupção passiva e obstrução de Justiça. A PGR (Procuradoria-Geral da República) diz que Rocha Loures é “homem de total confiança” e “verdadeiro longa manus” do presidente no relacionamento com empresas e recebimento de propinas.
O Planalto teme que a denúncia antecipada da Procuradoria contamine o ambiente na Corte eleitoral, além de aumentar a pressão na Câmara dos Deputados.
São os deputados que decidem se autorizam uma eventual denúncia de Janot contra Temer.
É o que diz artigo 86 da Constituição: admitida a acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
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