Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de agosto de 2015
O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, declarou que a falta de dinheiro, em ano de crise e aperto fiscal, é um obstáculo ao cumprimento das metas do PNE (Plano Nacional de Educação), sancionado em junho do ano passado. Reafirmou ainda, diante do cenário difícil, que o PNE é responsabilidade de toda a sociedade. “O MEC pode ser protagonista, mas não é o único ator”, disse.
Em debate no Centro Ruth Cardoso, em São Paulo (SP), o ministro reiterou que o MEC (Ministério da Educação) tem atuado intensamente em prol do PNE, predominantemente na articulação e planejamento. “Estamos seguindo o que determina o PNE. Está difícil a parte que se refere a dinheiro, porque não temos dinheiro”, afirmou. Disse também, a uma plateia de educadores e especialistas em educação, que a falta de recursos “demorará a ser solucionada”.
Papel articulador
Como exemplo do papel articulador do MEC, Janine disse que prevê entregar ao Conselho Nacional de Educação em fevereiro, quatro meses antes do prazo determinado no PNE, o texto da base nacional comum da educação, que definirá os conhecimentos que cada estudante brasileiro deve aprender na educação básica. “Podemos, nesse período de dificuldades, preparar conceitualmente o melhor possível as ações para o futuro”, afirmou, destacando que o PNE foi aprovado e demandado por toda a sociedade, bem como Congresso e Senado. “Todos os partícipes do poder público são responsáveis pelo PNE”, disse. (Ligia Guimarães/Valor Econômico)
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