Segunda-feira, 17 de agosto de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Em silêncio, o Ministro da Defesa José Múcio atua para aproximar militares e ministros de Lula

Compartilhe esta notícia:

Apesar das críticas, ministro vem cumprindo exatamente a missão que o presidente Lula lhe deu: pacificar os militares

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Ministro da Defesa, José Múcio garante que critério utilizado foi o da antiguidade. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Atacado pelo PT, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, trabalha em silêncio para pacificar as relações entre o governo e a caserna, ainda desconfiada com o atual mandatário e saudosa dos tempos bolsonaristas. Múcio tem feito almoços na pasta para aproximar os comandantes das Forças Armadas dos ministros mais importantes do governo.

Recentemente Múcio levou o colega da Justiça, Flávio Dino, para almoçar no seu gabinete com os comandantes do Exército, da Marinha, da Aeronáutica e do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, como parte do processo de pacificação da área militar, o seu principal objetivo no cargo. No encontro, houve indignação unânime contra o que foi chamado de “barbárie” no domingo passado.

Semanal

A partir de agora, Múcio levará um ministro civil por semana para um entrosamento e abertura de canais com a cúpula militar. O próximo convidado é Rui Costa, da Casa Civil, que é do PT e sabe perfeitamente que, apesar das críticas e da pressão de petistas a favor da demissão de José Múcio, ele vem cumprindo exatamente a missão que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe deu: pacificar os militares.

Aos muitos colegas de ministério, parlamentares e amigos que demonstraram solidariedade, Múcio tem usado uma referência futebolística e repetido que foi colocado em campo para jogar na defesa, não no ataque. É público e notório o racha e a grave infiltração bolsonarista nas Forças Armadas. Múcio trata isso como “passado” e busca confluências para o “futuro”.

As críticas vêm desde a transição, quando petistas e aliados mais à esquerda pressionavam para uma posição “mais dura” ou “mais incisiva” contra oficiais das três Forças mais identificados com o ex-presidente Jair Bolsonaro e contra os acampamentos bolsonaristas às voltas dos quartéis, principalmente do Quartel General do Exército em Brasília.

Renúncia

O pico da tensão, porém, foi na terça-feira passada, quando o deputado André Janones publicou nas redes sociais que a renúncia de Múcio ao cargo era dada como certa. A postagem teve especial relevância porque Janones é considerado desde a campanha “o braço armado” de Lula na internet. Múcio, porém, negou a renúncia e já tarde da noite divulgou nota reforçando a negativa.

Já no dia seguinte, cinco ex-ministros da Defesa fizeram uma reunião virtual para manifestar indignação contra a invasão do Palácio do Planalto, da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal e apoio a José Múcio. A posição unânime entre eles é que a pior coisa que Lula poderia fazer num momento tenso como este seria demitir o ministro da Defesa.

E mais importante, seria péssimo o trocar o maduro e ponderado Múcio por algum petista ou alguém mais à esquerda, menos disposto a negociar e mais a jogar duro com generais, almirantes e brigadeiros. Participaram da reunião os ex-ministros Nelson Jobim, Raul Jungmann, Aldo Rebello, o general Fernando Azevedo e Silva e o petista Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado.

A quem o procura, o ministro lembra que não tem partido, não tem líder, não tem projeto político e é, antes de tudo, leal ao país e ao presidente Lula. Logo, seu cargo está sempre à disposição do presidente, sem nenhum problema. Mas, enquanto estiver lá, vai cumprir justamente as ordens do próprio presidente. Ou seja: pacificar, não confrontar uma área tão delicada quanto estratégica como a das Forças Armadas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Folclorista gaúcho Paixão Côrtes será homenageado com mural artístico na Zona Norte de Porto Alegre
Documentos sigilosos encontrados com Biden e Trump: veja quais são as semelhanças e diferenças dos dois casos
Pode te interessar