Terça-feira, 26 de Maio de 2020

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Política Ministro da Economia defende congelar salários do setor público por dois anos

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Durante a reunião neste domingo, o ministro (foto) disse aos congressistas do DEM que o presidente Jair Bolsonaro não apoia a redução dos salários

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Para Guedes, a saída é reativar empregos com as medidas emergenciais em curso, especialmente crédito para empresas. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu neste domingo (05), durante videoconferência com congressistas do DEM, o congelamento dos salários do setor público durante dois anos como forma de contribuir para redução de despesas neste período de combate ao coronavírus.

A defesa do ministro é uma contraproposta à ideia, que já circulou dentro da própria equipe econômica e é defendida por alguns parlamentares e economistas, de corte imediato dos salários dos servidores públicos.

Técnicos da Economia chegaram a propor uma redução de 25% durante este ano. O deputado Ricardo Barros (PP-PR) defende uma redução de 30% dos vencimentos de todo setor público, incluindo Executivo, Legislativo e Judiciário.

Durante a reunião neste domingo, o ministro disse aos congressistas do DEM que o presidente Jair Bolsonaro não apoia a redução dos salários e que, no final, teria praticamente o mesmo impacto na redução das despesas de um congelamento pelo período de dois anos.

Ou seja, neste momento, o ministro avalia ser melhor manter o poder de compra do servidores públicos para evitar uma maior desaceleração da economia, mas propõe um congelamento por um período mais longo gerando uma redução de gastos equivalente.

Na reunião, o líder do DEM na Câmara dos Deputados, deputado Efraim Filho (PB), cobrou do ministro diante da demora para que o crédito destinado a micro, pequenas e médias empresas para pagamento de folha de pessoal chegue até aos empresários.

No sábado (04), Guedes chegou a realizar uma videoconferência com empresários e a questão do crédito foi a principal cobrança do setor.

“O dinheiro não está chegando na ponta, os bancos temem os riscos de emprestar agora, propomos ao ministro que as empresas que administram as maquininhas de débito façam esses empréstimos. Ele gostou da ideia e deve adotá-la”, disse Efraim Filho.

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