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Política Ministro da Economia, Paulo Guedes diz que sua offshore em paraíso fiscal é legal, declarada e nega conflito de interesse

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Guedes repetiu que tudo foi devidamente declarado e que deixou sua empresa em paraíso fiscal antes de assumir o cargo. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, negou conflito de interesses por sua empresa offshore em paraíso fiscal , a Dreadnoughts International, nas Ilhas Virgens, e disse nesta sexta-feira (8), em evento internacional, que “perdeu muito dinheiro” ao aceitar o atual cargo, abrindo mão de sua offshore.

A live com a participação de Guedes nesta sexta foi realizada em inglês e promovida por uma instituição financeira. Apesar de não ter sido questionado sobre a polêmica da semana após a explosão do caso Pandora Papers, que revelou empresas em paraísos fiscais de autoridades e celebridades de várias partes do mundo, o ministro de Jair Bolsonaro mencionou o tema, voltando a repetir que tudo está dentro da legalidade e foi declarado.

“Sobre ‘offshore’, elas são legais. Ela foi declarada, não houve movimento cruzando as fronteiras, trazendo dinheiro do exterior ou mandando dinheiro ao exterior. Desde que eu coloquei dinheiro lá, em 2014/2015, eu declarei legalmente”, disse Guedes, convocado para falar sobre o assunto na Câmara e convidado para esclarecimentos também no Senado Federal.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi outro nome ligado ao governo brasileiro citado no Pandora Papers e convidado para explicações no Congresso.

Segundo o ministro da Economia, os recursos depositados por ele no exterior estão com administradores independentes “em jurisdições nas quais minhas ações não tem influência de jeito nenhum”.

Guedes disse ainda que, para aceitar ser ministro de Estado, perdeu muito dinheiro, pois teve que vender seu patrimônio no setor privado. “Tudo que estava nas minhas mãos, que eu estava investindo, eu vendi ao preço do investimento”.

O ministro citou seus “maravilhosos projetos para o Brasil” como justificativa para ter aberto mão dos milhões que poderia ganhar com os resultados de seus investimentos no exterior. “Perdi muito dinheiro vindo aqui [ao governo] para evitar problemas”, acrescentou.

A repercussão nesta semana gerou um escândalo envolvendo os nomes de Guedes e Roberto Campos Neto, presidente do BC. O ministro atribui isso ao “barulho político” no Brasil e diz que, ao passo que as eleições de 2022 se aproximam, isso deve piorar.

“O resto é barulho, barulho e barulho e eu acho que vai piorar pois caminhamos para as eleições. Ataques pessoais (…) Todo mundo está limpo, todo mundo está legal, tudo está declarado. Apesar disso, o barulho não está parando”, reclamou.

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