Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de agosto de 2015
Instados pela presidenta Dilma Rousseff a encontrar alternativas para conter a crise política até o dia 16 deste mês, quando protestos contra o governo estão convocados em todo o País, três ministros defenderam que a petista faça uma declaração pública reconhecendo erros cometidos durante sua gestão.
O pedido de Dilma foi feito durante reunião de emergência, convocada por ela, com ministros do PT. O diagnóstico é que, se nada for feito antes dos protestos, há risco de a situação tornar-se irreversível. Não há, no entanto, consenso sobre o que fazer.
As soluções debatidas no governo implicam custos. Uma das alternativas citadas foi a de diminuir o tamanho da Esplanada. Mas reduzir cargos também significa diminuir o poder de barganha que o Planalto tem para negociar com os partidos políticos apoio no Congresso.
Segundo relatos de quem participou do encontro, os ministros não falaram abertamente sobre o risco de um pedido de impeachment, mas, nos bastidores, nenhum deles descarta o cenário. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), limpou a área regimentalmente para a apreciação das contas de 2014 de Dilma, que deverão ser rejeitadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Diante desse cenário, considerado “sombrio” por vários integrantes do governo, a presidenta convocou uma nova reunião para hoje.
A reunião de Dilma com os ministros ocorreu um dia depois de o vice Michel Temer (PMDB) admitir a gravidade da crise publicamente e manter o apelo por um esforço conjunto contra o agravamento dos problemas.
Pesquisa Datafolha publicada na quinta-feira, mostrou que Dilma é a presidenta mais impopular desde o início da avaliação, em 1990: apenas 8% dos ouvidos aprovam o seu governo. Para completar, o governo sofreu derrota acachapante na Câmara. Até o PT votou em favor de uma “pauta bomba” que prevê aumento de gastos com servidores. (Folhapress)
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