Quinta-feira, 18 de junho de 2026

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Mundo Movida pelos atentados que mataram 130 pessoas em Paris, a União Europeia vai rever ainda este ano um de seus princípios fundamentais – o da livre circulação de pessoas pelos 26 países

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Bloco quer criar uma base de dados europeia comum. (Foto: Reprodução)

Sob pressão diante da ameaça de novos ataques terroristas, após a tragédia em Paris (França), a UE (União Europeia) decidiu apertar os controles de passaportes em suas fronteiras com o resto do mundo e admitiu rever o Tratado de Schengen até o fim do ano. O acordo permite que os cidadãos dos 26 países europeus que o assinaram circulem livremente entre eles. Ainda não está certo em que medida as regras serão alteradas ou se serão definitivas.

Trinta anos após a criação do tratado que acabou com as fronteiras entre essas nações, o bloco se vê no dilema de fechar os canais de circulação entre terroristas ou preservar um dos seus princípios fundamentais: a livre circulação. Além da identidade dos que cruzam as divisas, as informações sobre cada pessoa serão consultadas em uma base de dados europeia comum, que deve ser aprovado em breve.

O entendimento de ministros é de que o bloco precisa agir rápido com medidas antiterrorismo. Não se descarta a suspensão temporária do tratado e o restabelecimento do controle de fronteira. A livre circulação é um dos temas delicados nas negociações entre a UE e o Reino Unido. O país faz o controle das próprias fronteiras para fora da Europa, mas é obrigado a aceitar europeus.

Há ainda uma discussão sobre a possibilidade de se criar um espécie de FBI europeu. Contudo, esta é uma ideia com a qual não deve se contar no curto prazo.

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