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Geral Movimentos sociais e centrais sindicais farão dia de pressão sobre o Congresso pelo fim da escala 6×1

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O clima é de aprovação da PEC do fim da escala 6x1 na Casa ainda neste ano. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Em reunião realizada na última terça-feira (17), movimentos sociais e centrais sindicais marcaram para o dia 15 de abril uma série de eventos em defesa do fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial.

Participaram representantes das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e do Fórum das Centrais. Haverá uma marcha em Brasília e atos dos movimentos em diversas capitais. Também haverá ações nas redes sociais.

O objetivo maior é pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para colocar o projeto em votação o quanto antes. A meta é que seja aprovado ainda neste semestre, antes da eleição, portanto.

O governo Lula conta com essa bandeira em sua campanha de reeleição, em um contexto de disputa apertada com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A atividade, que inclui panfletagens, faixas e ações de ruas simbólicas em diversas cidades do país está sendo organizada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, pelo Fórum das Centrais Sindicais e pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT). A proposta pode ser votada no Congresso Nacional já em maio.

A maior parte dos brasileiros é favorável ao fim da escala 6×1, proposta atualmente em debate no Congresso Nacional, e essa percepção avançou em relação ao levantamento realizado no final de 2024, mostra pesquisa Datafolha.

Para 71% dos entrevistados, o número máximo de dias de trabalho semanais no Brasil deveria ser reduzido, enquanto 27% acreditam que não deveria; 3% não opinaram. As perguntas foram feitas de 3 a 5 de março.

O levantamento indica que o apoio cresceu em comparação ao registrado em pesquisa feita pelo instituto entre 12 e 13 de dezembro do ano retrasado, quando 64% se manifestaram a favor da medida, e 33% se posicionaram contra.

O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios pelo Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

O governo do presidente Lula (PT) já sinalizou que, apesar de o nome da proposta em debate —fim da escala 6×1— evocar os dias de trabalho, a prioridade é a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, como disse Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego.

“A lei tem que estabelecer a redução de jornada sem redução de salário, e a grade, com dois dias de descanso na semana, deve ser definida pelas negociações”, disse o ministro.

O posicionamento é uma flexibilização em relação à PEC (proposta de emenda à Constituição) da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais.

Ao analisar o perfil dos entrevistados, a pesquisa também mostra que os brasileiros economicamente ativos se dividem entre quem trabalha até cinco dias na semana (53%) e quem faz seis ou sete dias semanais (47%).

Apesar de o segundo grupo se encaixar entre os beneficiários do fim da escala 6×1, ele é menos favorável à medida: 68% dos que trabalham seis dias ou mais apoiam a medida, enquanto 76% daqueles que trabalham até cinco dias são favoráveis à redução.

Um dos fatores que ajudam a explicar essa diferença é a maior proporção de autônomos e empresários no grupo de pessoas que dizem fazer uma jornada semanal maior. Para eles, trabalhar mais tempo pode significar renda maior.

Já entre os que trabalham até cinco dias por semana, há uma participação maior de funcionários públicos, cuja duração da jornada não costuma influenciar a renda.

Da amostra entrevistada pelo Datafolha, 66% trabalham até 8 horas por dia, 28% mais de 8 horas a 12 horas e 5% mais de 12 horas; 1% não soube responder. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

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