Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de junho de 2017
A designação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello como novo relator, na Corte, da denúncia contra o ex-presidente nacional do PSDB e senador afastado Aécio Neves (MG), além de outros três investigados no âmbito da delação premiada do grupo JBS/Friboi, preocupa a defesa do tucano e a de sua irmã, Andrea Neves, por um motivo especial: agora, o processo passa à Primeira Turma da Corte.
O colegiado é considerado mais duro em suas análises e decisões do que a Segunda Turma, da qual faz parte o ministro Luiz Edson Fachin, no que se refera a questões como a manutenção de prisões preventivas. Com isso, a defesa da jornalista, presa desde o dia 18 de maio por intermediar supostas propinas ao senador afastado (de quem seria o braço-direito e principal operadora), considera que ficam reduzidas as chances de a turma acatar, por exemplo, um recurso para conceder liberdade a Andrea.
Embora o próprio relator, Marco Aurélio, costume ser contrário à manutenção de prisões provisórias alongadas, a maioria do colegiado – também integrado pelos ministros Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Barroso e Alexandre de Moraes – tem sido dura ao negar o concessão de medidas como o habeas corpus.
Envolvimento
Em um áudio gravado pela PF (Polícia Federal)d, Aécio – que ainda não foi preso – aparece pedindo 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS/Friboi, sob a justificativa de que precisava da quantia para cobrir os gastos com a sua defesa na Lava-Jato.
Andrea teria sido a responsável pela primeira abordagem a Joesley, por telefone e via aplicativo de conversas WhatsApp. De acordo com os seus advogados, no entanto, ela nunca participou de questões financeiras das campanhas de Aécio, como arrecadação de recursos – alegação que contraria informações levantadas pela força-tarefa.
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