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Mundo Mulheres não devem ser forçadas a usar salto para trabalhar, diz o primeiro-ministro japonês

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Shinzo Abe critica exigências de empresas. (Foto: Reprodução)

As mulheres não devem ser forçadas a sofrer para cumprir regras de vestuário impraticáveis no trabalho, disse nesta terça-feira (3) o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, em resposta a uma pergunta sobre se as trabalhadoras japonesas deveriam usar salto alto no escritório.

Foi a primeira declaração de Abe em respaldo ao #KuToo, movimento criado pela atriz e escritora Yumi Ishikawa e que pressiona as empresas japonesas a flexibilizarem seus rigorosos códigos de conduta para as mulheres no trabalho.

A hashtag é uma referência à palavra japonesa para sapato (kutsu) e também para dor (kutsuu).

A fala de Abe pode indicar também uma mudança de postura do governo japonês. Em junho do ano passado, após um grupo de mulheres ter apresentado uma petição pedindo ao governo que proibisse a exigência de sapatos de salto no trabalho, o então ministro da Saúde, Trabalho e Assistência Social Takumi Nemoto disse que concordava com o status quo, de acordo com a Kyodo News.

“É geralmente aceito pela sociedade que (usar salto alto) é necessário e razoável nos locais de trabalho”, disse Nemoto em uma sessão do parlamento. Nemoto se aposentou em setembro.

Mas, após ter feito a declaração contrária ao uso de saltos altos, Abe afirmou que é difícil para o governo adotar uma medida que implique em decisões de empresas privadas. E que é preciso realizar mais discussões entre todos os envolvidos.

Além da #kuToo, no ano passado se tornou popular também a hashtag glassesban (proibição de óculos), que entrou nos assuntos mais comentados do Twitter após uma reportagem da Nippon TV relatar a exigência das empresas de que suas funcionárias usem lentes de contato.

A reportagem mostrava que os homens poderiam usar óculos no trabalho, mas as mulheres que não recorressem às lentes de contato sofriam reprimendas de seus superiores. Além dos saltos altos e das lentes, as mulheres no Japão relatam que as empresas exigem maquiagem e cabelos perfeitos de suas funcionárias.

Salto alto na história

Os saltos altos têm uma longa e rica história, que datam desde o século X. A cavalaria persa, por exemplo, usava uma espécie de bota com saltos para garantir que seus pés ficassem nos estribos, e isso permitia que eles atirassem suas flechas de forma mais eficaz. Açougueiros egípcios também usavam saltos para ajudá-los a caminhar sobre o sangue de animais mortos.

Na Grécia e Roma antigas, sandálias plataforma chamada kothorni, mais tarde conhecido como coturnos na Renascença, eram sapatos com solas de madeira de alta ou de cortiça que eram populares particularmente entre os atores que iria usar sapatos de alturas diferentes para indicar diferentes status social ou a importância das personagens. Na Roma antiga, o comércio do sexo era legal, e prostitutas eram facilmente identificados por seus saltos altos.

Durante o século XVI, a realeza europeia começou a usar sapatos de salto alto para fazê-los parecer mais alto ou maior do que a vida, como Catarina de Médici ou eu Mary da Inglaterra. Por volta de 1580, os homens também usavam, e uma pessoa com autoridade ou riqueza foi muitas vezes referido como “abastados”.

Desde a Segunda Guerra Mundial, os sapatos de salto alto caíram dentro e fora de moda várias vezes, principalmente no final de 1990, quando saltos mais baixos e até mesmo apartamentos predominaram. Saltos mais baixos foram preferidas durante o final dos anos 1960 e início de 1970 também, mas saltos mais altos retornaram no final de 1980 e início de 1990. A forma do calcanhar moda também mudou de bloco (1970) para cônico (1990), e stiletto (1950, 1980, e pós-2000).

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