Quarta-feira, 13 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de janeiro de 2020
Quem estiver disposto a pagar uma tarifa mais cara poderá ter direito a mordomias a bordo, com o lanche gourmet e vinho, além de embarque prioritário e o despacho de até três bagagens sem custo em voos a partir de 16 de março.
A estratégia reproduz o modelo de companhias com operações em mercados de concorrência forte, como Estados Unidos e Europa, e deve acirrar a disputa com a rival Gol, segundo analistas. Chamado de premium economy, o serviço, que até agora era reservado às rotas internacionais da Latam, vai estar disponível em todos os 1.280 voos diários domésticos da aérea – cerca de 700 no Brasil.
Quem comprar esses tíquetes vai ter acesso a lanches como baguete de rosbife com mostarda Dijon, frutas, bebidas (vinhos tintos, cafés e chás estão no menu) e um dos maiores atrativos: distância maior entre as fileiras. Para se ter uma ideia, no Airbus 321, na classe econômica, 71,12 centímetros separam as cadeiras. Na nova classe, são 86,36 centímetros.
De acordo com Paulo Miranda, vice-presidente de Clientes da Latam, essa classe vai ocupar as três primeiras filas dos aviões, separadas das demais por uma cortina. Nessas fileiras, o assento do meio não será vendido – um benefício para quem viaja com frequência e se queixa da sensação de “lata de sardinha” da aviação comercial como ela é atualmente mundo afora.
– A ideia é consolidar a posição da Latam em perfis de viajantes recorrentes, como os de negócios – conta Miranda.
O executivo diz que as tarifas na premium economy serão competitivas. Há trechos em que a tarifa da premium será apenas R$ 90 mais cara que a convencional, promete.
O anúncio marca o retorno de algum tipo de serviço executivo nos voos da companhia no Brasil. Em 1999, a TAM, embrião da Latam, chegou a ter uma classe executiva em alguns voos, em particular na ponte aérea Rio-São Paulo. A prática acabou em meados dos anos 2000 com o aumento da concorrência causado pela chegada da Gol, com a promessa de ser uma empresa de baixo custo (low cost).
Acordos
A Azul fechou acordo para comprar a TwoFlex, companhia aérea regional, por R$ 123 milhões, confirmou a companhia em comunicado divulgado na tarde desta terça-feira (14). A TwoFlex ganhou espaço após receber autorização para operar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, quando a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fez a redistribuição dos slots (autorizações para pouso e decolagem) que pertenciam a Avianca Brasil. A novata recebeu 14 slots para operar a partir da pista auxiliar do terminal paulistano.
Em comunicado, a Azul explica que a TwoFlex conta com uma malha de voos complementar a sua, e que vai ajudar a ampliar a oferta de rotas regionais. As ações da Azul encerraram esta terça-feira com alta de 1,53% na Bolsa de São Paulo (B3), cotadas a R$ 59,19.
“As aeronaves Cessna Caravan serão a maneira mais adequada para alcançar cidades e comunidades menores. A aquisição do TwoFlex ajudará a Azul a aumentar a demanda de Clientes, pois poderá levar o serviço aéreo a lugares onde não são servidos hoje, além de conectar cada vez mais pessoas à sua malha de voos e destinos, que é a maior da América Latina. A operação de carga da TwoFlex também será uma adição estratégica à Azul Cargo Express, pois poderá levar carga para cidades hoje não atendidas”, diz John Rodgerson, presidente da Azul, em nota.
Em maio de 2019, a Azul fez uma oferta para comprar um pacote de ativos da Avianca por US$ 105 milhões (cerca de R$ 400 milhões, na época), proposta que chegou a US$ 145 milhões posteriormente, mas foi recusada pela Justiça. A companhia, que pediu recuperação judicial no fim de 2018, deixou de voar no fim daquele mês.
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