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Saúde Na Itália, médicos conseguiram transplantar um fígado que foi mantido de forma artificial por mais de 23 horas

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Fígado foi mantido artificialmente por mais de 23 horas em hospital de Turim. (Foto: Ansa)

Médicos do hospital Molinette, em Turim, na Itália, conseguiram transplantar com sucesso um fígado que foi mantido de forma artificial por mais de 23 horas.

O órgão pertencia a uma mulher que faleceu de um ataque cardíaco fulminante e ficou por cerca de cinco horas no corpo dela. Após o período, os médicos retiraram o órgão e o mantiveram por mais de 16 horas em um equipamento especial por meio da perfusão normotérmica e usando sangue humano para continuar funcionando.

Também os rins da mulher foram retirados e mantidos em funcionamento por pouco menos de 10 horas a temperaturas controladas.

Segundo a nota do Molinette, a pesquisa usou as “mais inovadoras técnicas de preservação” e está no âmbito de um programa de estudos que quer “fazer viver” órgãos fora do corpo humano para fins de transplante.

Após o período de controle, os três órgãos foram transplantados em três pessoas, em cirurgias consideradas um sucesso, sendo que os pacientes já receberam alta hospitalar. Todo o procedimento foi realizado no hospital que fica dentro da Cidade da Saúde e da Ciência de Turim, o maior polo sanitário da Europa.

Pulmões de jovem

No fim do mês passado, médicos italianos realizaram com sucesso uma cirurgia para transplantar os pulmões de um jovem de 18 anos que contraiu o novo coronavírus (Sars-CoV-2), segundo o hospital Policlínico de Milão. Essa foi a primeira intervenção do tipo na Europa.

Segundo os especialistas, os pulmões do rapaz, identificado como Francesco, foram “queimados” pelo vírus, colocando-o entre a vida e a morte. A operação foi realizada no hospital, sob a coordenação do Centro Nacional de Transplantes (CNT), com o Centro Regional de Transplantes e o Nord Italia Transplant Program. Francesco apresentou febre no dia 2 de março e quatro dias depois foi internado em uma unidade de terapia intensiva do hospital San Raffaele, em Milão. No dia 8 de março, ele precisou ser entubado e, no dia 23 do mesmo mês, Francesco começou a respirar apenas com a ajuda de aparelhos extracorpóreos.

Como os pulmões do jovem estavam comprometidos de “maneira irreparável”, os médicos do San Raffaele conversaram com os do Policlínico sobre o caso e decidiram tentar um inédito transplante do órgão. Assim, na metade do mês de abril, os profissionais das duas unidades hospitalares montaram um plano estratégico para o caso, também com a ajuda do CNT. Há relatos de transplantes do tipo em raríssimos casos na China.

No dia 30 de abril, Francesco foi incluído de maneira urgente na lista de espera do transplante de órgãos da Itália e, duas semanas depois, foi individualizado um pulmão compatível, de uma pessoa que morreu em outra região do país, e que testou negativo para o novo coronavírus.

Em 18 de maio, os médicos realizaram o procedimento no Policlínico e, 10 dias depois do transplante, informaram que estava tudo correndo conforme o planejado e que o jovem estava bem. As informações são da agência de notícias Ansa.

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