Sábado, 18 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de outubro de 2018
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), candidato derrotado à Presidência da República no primeiro turno, disse ao votar em Fortaleza neste domingo (28) que não pretende mais fazer campanha para o PT (Partido dos Trabalhadores). “Eu não tô neutro, não. Desde a primeira hora, eu tomei posição. Eu não quero é fazer campanha com o PT, nunca mais”, disse.
Ciro ressaltou que fará oposição a qualquer um dos eleitos neste segundo turno. “Minha posição é a mesma de antes. Se que quisesse aderir a alguma das duas forças eu teria feito antes. O Brasil precisa desesperadamente desarmar essa bomba da confrontação miúda que vem destruindo a economia brasileira”, afirmou.
“Faz quatro anos que o Brasil não para pra trabalhar, com a oposição rasteira e destrutiva. Mais de 13 milhões de desempregados, o empresariado colapsado com endividamento altíssimo, mais de 63 mil homicídios ao ano e o debate nacional marcado pelo radicalismo estreito e intolerante. Isso não é bom conselheiro para o futuro do País”, afirmou o pedetista.
O ex-candidato divulgou um vídeo no sábado (27) no qual dizia que não querer tomar lado na disputa presidencial e pediu que a população votasse pela democracia, contra a intolerância e pelo pluralismo.
Cid Gomes
A campanha presidencial no segundo turno foi marcada mais pela rejeição do que pelo debate de propostas e ideias entre os candidatos, conforme avaliação do ex-governador do Ceará e senador eleito, Cid Gomes. O irmão de Ciro Gomes votou na tarde deste domingo (28) em uma escola privada em Sobral.
“Foi uma campanha que primou muito mais pela negação, pela contestação, pelo medo do que pelas propostas e pela tranquilização de como será o nosso futuro. O Brasil passa por um momento muito delicado e nós perdemos uma oportunidade de debater, mas fica o aprendizado pra democracia, essa eleição vai ser marcante para o Brasil”, afirmou, ao votar. Cid Gomes teve 3.228.533 votos, o que corresponde a 41,62% dos votos válidos, sendo o senador com maior porcentagem no país.
Neste domingo (28), ao votar, ele defendeu o posicionamento do irmão, candidato à presidência com terceira maior votação no primeiro turno, que se manteve neutro e não declarou voto em Haddad, como havia sido pressionado por correligionários e aliados políticos.
Para Cid Gomes, líderes do PT devem “pedir desculpas” por erros no passado. “Em vez de [o PT] pedir desculpas, começaram a me agredir. O Ciro fez uma manifestação, mas disse que não declararia votos, porque para dar um apoio teria que fazer algumas críticas e ele não queria atrapalhar, como ele disse”, declarou Cid. Em um evento pró-Haddad em Fortaleza, no início da campanha do segundo turno, Cid chegou a fazer críticas ao PT.
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