Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de fevereiro de 2016
Quase 50 anos depois, uma gravação contendo sons estranhos do lado escuro da Lua, captados por astronautas, continuam intrigando os cientistas da Nasa (agência espacial americana). Em 1969, dois meses antes da famosa missão que levou os primeiros homens à Lua, a tripulação da Apollo 10 ouviu uma “música” misteriosa e inexplicável quando a espaçonave entrou na órbita lunar.
O áudio com assovios agudos tem uma hora de duração e foi apresentado na série “Os documentos inexplicáveis da Nasa”, do canal de TV a cabo Discovery Channel. Os sons foram registrados e transmitidos para o centro de controle, em Houston (Texas, nos EUA), onde foram transcritos e arquivados.
A equipe ouviu o som enquanto passava pelo lado escuro da Lua, uma área em que a comunicação com a Terra é impossível. Recentemente, as gravações feitas pela agência americana durante a expedição foram desenterradas. Nelas, é possível ouvir os astronautas reagindo com surpresa e confusão a um “ruído uivando desconfortavelmente” em seus fones.
O comandante do voo, Thomas Stafford, o colega John Young e o comandante do módulo lunar, Eugene Cernan, fizeram a viagem durante um teste geral antes do primeiro desembarque em 21 de julho de 1969, quando, na missão Apollo 11, Neil Armstrong tornou-se o primeiro homem a pisar na Lua. “Você ouviu isso? Esse apito…”, diz Cernan, na gravação. “É realmente uma música rara”, continua o astronauta, enquanto sua nave sobrevoava o lado escuro da Lua a 1,5 mil metros sem qualquer contato de rádio com a Terra. Os três astronautas julgaram o fenômeno muito estranho e debateram se informariam seus superiores, por medo de não serem levados a sério e comprometerem seu futuro em missões espaciais.
Por mais raros que possam ter sido aqueles sons, não têm uma origem extraterrestre, insistiu a Nasa. Um engenheiro da agência espacial entrevistado durante o programa explicou que “as rádios das duas naves, o módulo lunar e o módulo de comando [que estavam ancorados] criam interferência entre elas”. Esta explicação foi contestada pelo astronauta Al Worden, comandante do módulo de comando do Apollo 15. “A lógica me diz que se algo foi registrado ali, deve haver algo ali”, afirmou no programa.
Young chegou a fazer uma caminhada lunar na Apollo 16 e Cernan, como comandante da Apollo 17, foi o último homem a pisar na Lua. (AD)
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