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Ciência Nasa vai mostrar “a imagem mais profunda já feita do universo” este mês

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Trata-se de uma imagem capturada pelo telescópio James Webb, lançado no espaço em dezembro. (Foto: Reprodução)

O gestor da Nasa (agência espacial norte-americana), Bill Nelson, fez uma promessa e tanto aos fãs de astronomia. Ele garantiu que o mundo está prestes a ver a “a imagem mais profunda já feita do universo” – capturada pelo telescópio espacial James Webb.

A declaração foi dada em uma coletiva de imprensa no Instituto de Ciências do Telescópio Espacial, em Baltimore. Esse material inédito será revelado na próxima terça-feira, dia 12 de julho, data da exibição das primeiras imagens operacionais do James Webb.

O telescópio foi lançado no espaço em dezembro de 2021 e, atualmente, orbita o sol a 1,5 milhões de quilômetros da Terra. A novidade representa um marco para a Nasa e Nelson diz que muito ainda será feito. “Nós estamos apenas começando a entender o que o Webb pode fazer”, frisou.

“Ele pode responder algumas perguntas que nós temos: De onde viemos? O que mais tem lá fora? Quem nós somos? E é claro, vai responder algumas perguntas que nós ainda nem sabemos quais são”, completou o gestor.

Novos planetas

O telescópio Transiting Exoplanet Survey Satellite (Tess) da Nasa detectou dois novos planetas semelhantes à Terra em uma estrela próxima de nós, uma anã vermelha a apenas 33 anos-luz da Terra. Lançado em 2018, o Tess já descobriu mais de 200 planetas através do método de trânsito, isto é, olhando para uma estrela distante e observando uma queda em seu brilho típica de um planeta em órbita passando entre uma estrela e o telescópio.

Identificados a partir do nome da estrela que orbitam, a HD 260655, sendo chamados de HD 260655 b e HD 260655 c. Estes dois são alguns dos planetas similares à Terra mais perto do nosso sistema solar já encontrados. Os exoplanetas (isto é, planetas fora do nosso sistema solar) são considerados “Super-Terras”, por serem parecidos com o nosso, mas terem dimensões maiores. HD 260655 b é 1,2 vezes maior que a Terra, enquanto HD 60655 c é 1,5 maior.

A descoberta foi apresentada pela primeira vez no início de junho, durante a 240ª reunião do American Astronomical Sociedade em Pasadena, Califórnia, por uma equipe de astrônomos internacionais liderada por Rafael Luque, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, Espanha e da Universidade de Chicago.

Ainda não se sabe o quão habitável são os exoplanetas recém-descobertos, nem se eles ainda possuem atmosferas. O que se sabe, no entanto, é que se a vida for possível, ela será diferente da existente por aqui na Terra. Isto porque as temperaturas dos planetas variam de 435°C em HD 260655 b a 283°C em HD 260655 c.

Felizmente, a descoberta dos exoplanetas em torno de HD260655 aconteceu em um momento fortuito, já que o Telescópio Espacial James Webb da Nasa está a apenas algumas semanas de iniciar sua missão científica primária, de utilizar suas lentes para medir para medir a composição química das atmosferas. Os dois mundos alienígenas estão entre os 10 principais candidatos para uma análise atenta do novo telescópio.

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