Quinta-feira, 14 de maio de 2026
Por Luís Eduardo Souza Fraga | 9 de maio de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A Declaração dos Direitos Humanos, criada pela ONU (Organização das Nações Unidas), sugere que todos os seres humanos possuem direitos inalienáveis, universais e inerentes, independentes de raça, sexo, nacionalidade ou religião.
O direito de todas as pessoas, bem como o direito do outro, deve ser sempre respeitado nas relações humanas, de toda a natureza.
Por falar em respeito a direitos humanos, atualmente nos deparamos com uma situação que vem tirando o sono dos historiadores: “Negacionismo e revisionismo histórico”.
O Nazismo e o Fascismo criaram raízes profundas na sociedade mundial durante e após a Segunda Guerra Mundial, os dois são movimentos políticos alicerçados em um objetivo, a eliminação do oponente e, para isso, nada mais conveniente do que negar o direito à existência e a cultura do “próximo”, que não por acaso, querem ver bem longe!
O Fascismo, entre outras formas de agir, revela-se inicialmente de maneira branda, amigável, conquistando a confiança com carisma e simpatia e, depois, transformando o pensamento dos seus seguidores, com um discurso ultranacionalista, protetor do estado e do povo, que luta implacavelmente contra um inimigo que precisa ser anulado.
O Fascismo tem essa característica, precisa de um inimigo interno ou externo, para se sustentar no poder, se não tiver um, irá criá-lo, pois o ódio sobre o inimigo criará uma unidade da sociedade, muitas vezes diversa em sua visão política e cultural.
Para chegar a esse objetivo é preciso utilizar como uma de suas ferramentas, o Negacionismo Histórico de suas próprias ações do passado, trazendo ao presente fatos Históricos Revisionados, conforme sua ideologia e necessidades imediatas.
O Nazismo foi um movimento político, ideológico, totalitário, de nacionalismo extremado, de culto ao racismo e antissemitismo, entre outras questões.
Na atualidade existe uma grande preocupação, principalmente para a sociedade brasileira o, “Neonazismo”, que por sua vez, apresenta-se de forma obscura e quase invisível, infiltrado nos meios digitais da internet, aliciando jovens e promovendo um discurso de ódio racial, isso nos mostra claramente que a internet também pode ser um lugar perigoso, principalmente para nossas crianças e jovens.
É importante citar e deixar bem claro que, qualquer forma de apologia ao Nazismo é considerada crime no Brasil, conforme legislação específica, por motivos óbvios.
Tratando de direitos humanos fica um questionamento:
Quem é o outro que deve ter o seu direito garantido?
O outro é alguém que incomoda, que ocupa espaço, que resiste, que luta em uma sociedade estratificada e desigual!
O negacionismo e o revisionismo histórico surgem como ferramentas para frear a insurgência das minorias, que bradam por seus direitos mais básicos, quase sempre apenas o básico!
Defender arduamente algum tipo de ditadura ou negar o Holocausto Nazista, por exemplo, é uma forma de negacionismo absurdo, que visa descontruir a verdadeira história e construir um novo imaginário, em novas mentes, que estão em construção a cada dia, em uma sociedade pouco instruída e suscetível a discursos efêmeros.
Negacionismo e revisionismo histórico, um tema para ampla reflexão e monitoramento constante!
* Luís Eduardo Souza Fraga – historiador e escritor (Contato: fragaluiseduardo@gmail.com)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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E o comunismo???
Nunca criticam o comunismo que é, na prática, tão ou mais danoso e cruel que o Nazismo!