Sábado, 09 de maio de 2026
Por Tito Guarniere | 9 de maio de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O meu amigo e ex-governador Jair Soares teve a bondade de me enviar uma lista de “segredos” para uma vida melhor, para os “jovens” de 80 anos para cima. São pequenas recomendações simples, de fácil alcance, elaborada pelo psicólogo japonês Hideki Wada, especializado em doenças mentais de idosos.
Comento aqui alguns desses conselhos, não apenas porque sou um desses “jovens”, como pelo fato de que, nesta fase da vida, não parece fazer sentido perseguir sonhos grandiosos, ser protagonista de grandes realizações – mas é perfeitamente possível desfrutar de certos atos e atividades quase triviais, que nos permitem, entretanto celebrar a vida, o tempo que nos resta, com um sentimento de plenitude.
Hideki Wada nos diz que não há necessidade de tomar remédios demais. Perfeito. Os pobres pacientes, e não apenas os velhos, a cada consulta de especialista, volta com uma nova carga de medicamentos. Bastaria ler a bula com atenção para saber que as drogas nos curam (quando curam) de algum mal e nos causam outros tantos – sem contar que eles, os remédios, interagem entre si, anulando o efeito de outros e provocando novos problemas de saúde.
Não fiquem em casa sentado vendo televisão, diz Wada. Tem razão, a começar pela má qualidade dos programas de tevê; depois pela propaganda maciça, todas trombeteando maravilhas sobre produtos, serviços e governos. Às vezes, muito raramente, ainda parece existir vida inteligente atrás das câmeras. Mas o domínio absoluto é do nível baixo – tevê embrutece e emburrece.
As horas sentadas na poltrona da tevê também são horas de sedentarismo e a falta de movimento é uma bomba relógio para problemas de obesidade, distúrbios cardiovasculares, diabetes.
“Se parar de aprender, você envelhece” – Wada nos ensina que devemos estar sempre em busca de coisas novas para aprender e fazer. Algo que nos motive, nos ofereça um propósito, signifique um degrau a mais no conhecimento acumulado – uma fonte de rejuvenescimento.
O psicólogo japonês nos incentiva a comer o que quisermos, e nos garante que um pouco de sobrepeso não é nenhum desastre. Ele emenda dizendo que não é necessário reduzir excessivamente a pressão arterial e o açúcar.
“Quanto mais você mastiga, mais ativos ficam seu cérebro e seu corpo” – regra simples, fácil de ser cumprida por aposentados, que não precisam comer com a pressa de quem tem de voltar ao trabalho.
Caminhe, faça exercícios “para que o seu corpo não endureça”, uma regra de ouro para a boa saúde, para o bom humor, para a alegria de viver.
Falando em alegria, “atividades que trazem alegria aumentam a atividade cerebral” e por consequência retardam os males da velhice como as falhas de memória, demência, Parkinson, Alzheimer.
Cuidado com as relações. Não se envolva com pessoas de quem não gosta, sugere Wada. Há, ao nosso redor, pessoas tóxicas, que nos aborrecem e causam mal.
Tomar sol traz felicidade, fazer coisas que beneficiem os outros, um sorriso traz boa sorte, respirar com leveza, estar sozinho não é solidão, é passar o tempo em paz. E vai por aí.
É uma lista de 44 “segredos”. Para conhecer mais, veja no Google. Procure “A parede dos 80 anos”, Hideki Wada.
(titoguarniere@terra.com.br)
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