Quarta-feira, 19 de agosto de 2026

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Mundo No Irã, centenas de milhares de pessoas protestam contra Donald Trump com cartazes de “Morte à América”

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Empunhando cartazes com representações da figura de Trump, moradores de Teerã marcharam rumo à Praça Azadi. (Crédito: Reprodução)

Centenas de milhares de iranianos se reuniram em todo o país nesta sexta-feira (9)  para jurar lealdade ao regime clerical depois do alerta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que colocou a República Islâmica “de sobreaviso”, relatou a televisão estatal.

Empunhando cartazes com os dizeres “Morte à América” e representações da figura de Trump, moradores de Teerã marcharam rumo à Praça Azadi (Liberdade) para comemorar o aniversário da Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o xá apoiado pelos EUA.

Na terça-feira a maior autoridade do país, o líder supremo e aiatolá Ali Khamenei, conclamou os iranianos a participarem de manifestações para mostrar que o Irã não está assustado com as “ameaças” americanas. “A América e Trump não podem fazer droga nenhuma. Estamos prontos para sacrificar nossas vidas por nosso líder Khamenei”, disse um jovem iraniano à TV estatal.

Na semana passada Trump colocou o Irã “de sobreaviso” em reação a um teste de míssil de 29 de janeiro e impôs novas sanções a indivíduos e entidades. Teerã disse que não irá interromper seu programa de mísseis. O presidente pragmático Hassan Rouhani também pediu a seus compatriotas para se unirem à passeata desta sexta-feira para “mostrar seus laços inquebrantáveis com o Líder Supremo e a República Islâmica”.

A emissora estatal afirmou que milhões de pessoas de toda a nação compareceram a manifestações pró-revolução em todas as principais cidades, que foram marcadas pelos já tradicionais slogans antiEUA e anti-Israel e pela queima de bandeiras estadunidenses.

Nas redes sociais, como Twitter e Facebook, muitos iranianos usaram a hashtag #LoveBeyondFlags (AmorAlémDeBandeiras), pedindo o fim da queima de bandeiras durante o aniversário. Eles também agradeceram aos norte-americanos por se oporem ao decreto presidencial de Trump impedindo a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana nos EUA, incluindo o Irã.  (AG)

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