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Geral Nova presidente da Petrobras vai ganhar mais que Lula e o ministro da Casa Civil juntos

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Magda Chambriard foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como presidente da Petrobras. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Indicada como nova presidente da Petrobras após a demissão de Jean Paul Prates, a engenheira Magda Chambriard terá remuneração mensal de R$ 130 mil, além de cerca de R$ 1,4 milhão por ano de bônus, segundo o colunista Lauro Jardim. O salário é maior que os do presidente Lula e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, somados.

Segundo informações divulgadas no Portal da Transparência em abril deste ano, o chefe de estado tem remuneração mensal bruta de R$ 44.008,52. O mesmo valor é pago ao ministro Rui Costa. Mesmo somados, os dois salários não atingem os R$ 130 mil da nova CEO da estatal.

Quem é Magda Chambriard? Magda Chambriard, indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como próxima presidente da Petrobras, já teve papel de destaque no setor de petróleo em governos petistas anteriores. Em 2012, foi nomeada pela ex-presidente Dilma Rousseff como diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). À época, ela já era diretora da agência — havia sido indicada em 2008, ainda durante o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

Ela é engenheira, especializada em Exploração e Produção de petróleo, com carreira na Petrobras, onde ingressou em 1980, como estagiária, e ficou até 2001. Em 2002 entrou na ANP, como assessora da diretoria — antes de se tornar diretora. Saiu da agência em 2016

Chambriard integrou a equipe de transição do atual governo Lula e chegou a disputar a vaga na estatal com o próprio Jean Paul Prates, no início da gestão.

Em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, Magda chegou a criticar as trocas constantes de presidente na estatal. Ouvida pelo Estadão para comentar a saída de José Mauro Ferreira Coelho, que ficou no cargo por pouco mais de dois meses, classificou a demissão como “espantosa” e disse que a posição da União, acionista majoritária da empresa, trazia risco “muito grande” ao corpo de acionistas por expor “total desorganização do País e falta de previsibilidade” no comando da estatal.

À época, ela afirmou que a decisão reforçava a tese de que o presidente Jair Bolsonaro agia com fins eleitoreiros na estatal.

“É espantoso sob qualquer ótica. Completamente espantoso. Mas só reforça uma impressão que vem de algum tempo. Isso aconteceu com (Joaquim) Silva e Luna e agora se repete com o atual presidente. Ambos deixaram claro, antes de assumir, que não interfeririam na política de preços. Mas foram indicados mesmo assim”, disse.

Para Magda Chambriard, Bolsonaro atuava politicamente para se antecipar a um lucro recorde da estatal, que estava a caminho, e buscaria abrir caminho para algum represamento do preço de derivados até as eleições de outubro. As informações são dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo.

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