Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 29 de maio de 2017
Cientistas da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, anunciaram nessa segunda-feira, na revista Nature Medicine, que criaram um teste sensível o suficiente para detectar o HIV “oculto”. Ele é ainda mais rápido, menos trabalhoso e mais barato do que o atual teste chamado de “padrão-ouro”, o mais eficiente que existia até então.
Este é considerado um grande avanço porque um dos principais entraves para determinar se alguém está de fato curado do HIV é ter a certeza de que os “reservatórios latentes” do vírus foram eliminados. Mesmo com as melhores drogas antirretrovirais, praticamente todos os pacientes continuam com o vírus escondido no organismo, isto é, ele fica negativado, mas ainda presente. Apenas uma pessoa, conhecida como “o paciente de Berlim”, foi oficialmente curada do HIV – este paciente está há quase uma década sem tomar antirretrovirais e até hoje o vírus não voltou a se manifestar.
O novo teste de Pittsburgh revelou que a quantidade de vírus latente em pessoas que parecem estar quase curadas do HIV é cerca de 70 vezes maior do que as estimativas anteriores.
O HIV se espalha porque infecta as células T CD4+, que são um tipo de glóbulo branco que desempenha um papel importante na proteção do corpo contra infecções. As terapias antirretrovirais para tratar esse vírus avançaram ao ponto de as pessoas com HIV poderem ter o vírus tão bem controlado que chegam a ter apenas um microrganismo infeccioso por cada milhão de células T CD4+.
Até hoje, o melhor teste disponível para fazer isso é chamado de “ensaio de quantitativa viral”, ou Q-VOA, na sigla da terminologia em inglês. Este teste tem muitas desvantagens: pode fornecer apenas uma estimativa mínima do tamanho do reservatório de HIV latente, requer um grande volume de sangue, é trabalhoso, demorado e caro.
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