Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de janeiro de 2020
Conforme João Gabbardo dos Reis (c), serão comprados itens como máscaras, gorros, luvas, álcool em gel e medicamentos.
Foto: Reprodução/TwitterO número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil subiu para 12, conforme balanço divulgado na tarde desta sexta-feira (31), pelo Ministério da Saúde. São Paulo concentra a maioria das possíveis infecções, com sete casos em investigação. O Rio Grande do Sul tem dois casos.
De acordo com a pasta, cinco Estados têm casos em investigação: além de São Paulo, com 7 registros, apuram possíveis infecções o Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (1), Paraná (1) e Ceará (1).
Outros dez casos tratados inicialmente como suspeitos foram descartados. Todos por terem testado positivamente para o vírus influenza, da gripe.
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O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta que fará uma compra emergencial de equipamentos de proteção individual e outros insumos necessários a profissionais de saúde e outros trabalhadores que tenham contato com possíveis casos suspeitos.
De acordo com o secretário-executivo do ministério, João Gabbardo dos Reis, serão comprados itens como máscaras, gorros, luvas, álcool em gel e medicamentos. “Vai sair um edital hoje para esse processo de aquisição de todos esses EPIs (equipamentos de proteção individual). Ainda não temos o quantitativo de cada item porque queremos negociar”, disse ele.
Rio Grande do Sul
A SES (Secretaria da Saúde), por meio do Cevs (Centro Estadual de Vigilância), investiga dois casos de possível infecção por coronavírus. Os dois casos foram notificados pelos municípios de Novo Hamburgo e Gravataí.
Outras quatro situações no Rio Grande do Sul já foram descartadas ou excluídas, em residentes nas cidades de São Leopoldo (dois casos) e Dois Irmãos (dois casos).
Em Novo Hamburgo, o caso suspeito é de a um homem de 54 anos que reside em Hong Kong, atendido durante estada na cidade. O segundo é uma mulher de 27 anos de Gravataí que esteve em viagem à China. Ambos apresentaram o quadro de febre atrelada a um sintoma respiratório (tosse ou dificuldade de respirar), mas sem a necessidade de internação hospitalar. Aos dois foi recomendado o isolamento domiciliar e as vigilâncias municipais e estadual mantêm monitoramento.
Os dois casos já estão em análise pelo Lacen (Laboratório Central do Estado) para o painel de vírus respiratórios, que inclui influenza, parainfluenza, adenovírus entre outros.
Em paralelo, amostras de secreção respiratória também foram encaminhadas para o laboratório de referência para análise do coronavírus, a Fiocruz no Rio de Janeiro.
Hoje, é considerado como suspeito a pessoa que, nos últimos 14 dias, tenha viajou à China e que venha a apresentar febre acompanhada de algum sintoma respiratório (tosse ou dificuldade para respirar) ou quem que tenha tido contato com um caso suspeito e também acabou apresentando esse quadro clínico.
A população e os profissionais de saúde do RS podem entrar em contato para esclarecimentos de dúvidas e notificações por meio do telefone 150 do Disque Vigilância, ou e-mail disquevigilancia@saude.rs.gov.br.
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