Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de julho de 2020
O número de casos confirmados acumulados do novo coronavírus no Brasil chegou a 2.227.514. Nesta quarta-feira (22), no painel do Ministério da Saúde, pode-se observar o maior registro de novos diagnósticos positivos de Covid-19 em 24 horas desde o início da pandemia, 67.860. 
O balanço diário do ministério também mostra 1.294 mortes registradas nas últimas 24 horas. O total de óbitos chegou a 82.771. Ainda há 3.795 mortes em investigação.
De acordo com Ministério da Saúde, 1.532.138 pessoas se recuperaram da Covid-19, ou seja, 68,8% das pessoas que contraíram o vírus foram curadas. Agora 612.605 pacientes estão em acompanhamento.
A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,7%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 39,4. A incidência dos casos de Covid-19 por 100 mil habitantes é de 1.060.
Estados
Os Estados com mais registro de mortes são: São Paulo (20.532), Rio de Janeiro (12.443), Ceará (7.317), Pernambuco (6.152) e Pará (5.581). As Unidades da Federação com menos falecimentos pela pandemia são: Mato Grosso do Sul (257), Tocantins (315), Roraima (451), Acre (470) e Amapá (544).
Ventiladores
Os ventiladores pulmonares para tratamento da Covid-19 desenvolvidos pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), foram testados com sucesso em pacientes do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.
Segundo a universidade, dois exemplares do equipamento chamado de ventilador de exceção para Covid-19 UFRJ (VExCO) instalados nas unidades de terapia intensiva (UTIs) reproduziram o modo de ventilação a que vinham sendo submetidos cinco pacientes em estado grave: três deles na unidade de Covid-19 e dois na unidade não Covid.
De acordo com a instituição, os testes, que contaram com a colaboração do Núcleo de Bioética e Ética Aplicada da UFRJ, ocorreram sem qualquer intercorrência e comprovaram a segurança do produto desenvolvido especificamente para o tratamento de vítimas da Covid-19 em estado grave.
O professor Jurandir Nadal, chefe do Laboratório de Engenharia Pulmonar e Cardiovascular da Coppe, informou que o custo unitário do ventilador é de cerca de R$ 8,5 mil. “Este valor é muito inferior ao preço dos ventiladores mecânicos disponíveis no mercado, que chegam a ultrapassar RS 100 mil por unidade”, disse, em nota.
A universidade informou que o ventilador também foi testado com sucesso no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e, no momento, estão sendo concluídos os testes no Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel).
Segundo o coordenador do projeto, a solicitação de registro do VExCO será submetida à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na primeira semana de agosto, para depois ser fabricado e distribuído gratuitamente para hospitais da rede pública no Estado do Rio de Janeiro.
O VExCO foi desenvolvido na Coppe, em cooperação entre pesquisadores de diferentes unidades da UFRJ e das empresas Petrobras e Whirlpool. Antes de ser testado em seres humanos, em maio, o equipamento foi submetido a provas em cinco animais, por exigência da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. Os testes foram realizados com a colaboração da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ.
Segundo a universidade, os ventiladores VExCO devem reforçar a capacidade de atendimento das unidades públicas de atendimento à saúde, em particular do Rio de Janeiro, após a aprovação da destinação de R$ 5 milhões do Fundo Especial da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), ao projeto.
Para o desenvolvimento do ventilador, os pesquisadores também contaram com recursos da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas.
A Fundação Coppetec também está fazendo uma campanha de doações para a produção dos ventiladores. Até o momento, foram arrecadados R$ 1,3 milhão.
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