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Saúde O Brasil tem 18 casos de sífilis por hora, diz Ministério da Saúde

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Ministro da Saúde lança campanha de Prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lançou, neste sábado (8), na Rocinha, Zona Sul do Rio, a Campanha de Prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis.

Durante o evento, Mandetta ressaltou que o Brasil teve 158.051 casos de sífilis em 2019. O número representa um aumento de 28,3% em relação ao total de casos registrados em 2018.

“Hoje talvez seja nossa maior preocupação no que se refere a doenças sexualmente transmissíveis. Neste momento, nossos registros apontam para 18 casos da doença por hora. Se continuar nessa progressão, vai ultrapassar os casos de HIV em importância. Além disso, os números de uso de preservativos vêm caindo. Daí a necessidade de campanhas como esta”.

Os números do Ministério da Saúde mostram que 900 mil pessoas vivem com o HIV no Brasil. O boletim epidemiológico do órgão aponta que os jovens são os principais atingidos pelo vírus – 52,7% do total de casos estão localizados na parcela da população que tem entre 20 e 34 anos.

Além de comerciais nos veículos de comunicação, a campanha vai distribuir 570 milhões de preservativos e géis lubrificantes no País. Ao longo do carnaval, o órgão fará a distribuição de 128,5 milhões de camisinhas.

“Queremos que os jovens se conscientizem da importância do uso do preservativo e que essa utilização é fundamental não apenas para evitar o contágio com o HIV e a sífilis, mas também com todas as doenças sexualmente transmissíveis, como herpes, gonorreia, hepatites e HPV”.

Comportamento de risco

O comportamento de risco, principalmente a falta do uso de preservativo, tem causado o aumento do número de casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2018 foram registrados 158.051 casos de sífilis, sendo 62.599 em gestantes. A taxa de detecção da doença adquirida por 100 mil habitantes passou de 25, em 2014, para 75,8 em 2018.

As notificações de HIV chegaram a 43,9 mil novos casos em 2018, principalmente entre homens de 25 a 39 anos. Entre os quatro tipos de hepatites, foram 45.410 casos em 2018, sendo a tipo C a mais recorrente, com 12,6 casos para cada 100 mil habitantes.

Para o Ministério da Saúde, o foco da campanha lançada neste sábado no Rio, visa evitar o comportamento de risco, principalmente entre jovens de 15 a 29 anos.

O lema é “Usar camisinha é uma responsa de todos”. As peças da campanha usam a linguagem da batalha de poesia (Poetry Slam) e serão veiculadas em TVs abertas e por assinatura, em rádio, na internet, no cinema e na mídia exterior.

Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que participou do lançamento da campanha na Rocinha, comunidade na zona sul da cidade, as pesquisas mostram que o uso de preservativo tem diminuído. Segundo ele, é uma questão geracional.

“A geração dos pais desses adolescentes tinha uma adesão maior porque, na época, como havia muitos casos de pessoas famosas que morreram por causa do HIV, isso chamava a atenção. Aconteceu com o Henfil, Betinho, Cazuza, Fred Mercury, enfim, um número grande de personalidades, e aquilo causava impacto”.

De acordo com o ministro, com o avanço das pesquisas e da ciência, as pessoas começaram a viver com o HIV e trabalhar a carga viral, portanto diminuiu muito o número de mortes provocadas pela aids e, com isso, o uso da camisinha nas relações sexuais.

Sobre a campanha lançada neste sábado, Mandetta destacou que o ministério dividiu as ações ao longo do ano, para que o tema esteja sempre em evidência. Mas destacou que o carnaval é uma data importante no calendário de prevenção das ISTs.

 

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