Em apenas quatro, incluindo o Brasil, a moeda nacional teve desvalorização. Isto é, o dólar subiu. O real só não apresentou desempenho pior do que a lira turca.
Os dados são dos professores Henrique Castro, da Escola de Economia da FGV-SP, e Claudia Yoshinaga, Coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da FGV.
Uma combinação de fatores políticos, fiscais e sanitários conferem resiliência à divisa americana aqui no Brasil, que se sustenta acima dos R$ 5 desde junho do ano passado.
Mesmo mudanças nos juros, como a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica (Selic) em 0,75 ponto percentual, não têm surtido muito efeito no câmbio no curto prazo.
Uma onda de elevação dos juros básicos é esperada neste ano, com o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, já tendo reiterado que um novo aumento no patamar de 0,75 está previsto para ocorrer em maio.
Para analistas, são fatores locais os maiores responsáveis pelo comportamento do dólar no Brasil. Entre eles, estão a situação fiscal delicada, a instabilidade política e um ineficaz combate à pandemia. As projeções são de que a moeda brasileira siga desvalorizada nos próximos meses.


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