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Economia O dólar fecha o dia cotado a 5 reais e 55 centavos. O euro vale 6 reais e 68 centavos

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A moeda norte-americana acumula queda de 2,09% no mês e de 16,41% no ano. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O dólar fechou em leve alta nesta terça-feira (20), após o Congresso aprovar projeto de lei que autoriza o governo a abrir crédito extraordinário para custear medidas de enfrentamento à pandemia. A moeda norte-americana subiu 0,15%, vendida a R$ 5,55. O euro era cotado a R$ 6,68.

Na segunda-feira (19), a moeda norte-americana recuou 0,65%, vendida a R$ 5,5480. No mês, a queda acumulada é de 1,27%. No ano, o avanço é de 7,12%.

O Banco Central anunciou para este pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 15 mil contratos com vencimento em novembro de 2021 e abril de 2022.

Cenário

O Congresso Nacional aprovou na segunda um projeto de lei que autoriza o governo a abrir crédito para custear medidas de enfrentamento à pandemia sem indicar de onde virá o dinheiro para cobrir esses gastos.

Além de dispensar o governo de indicar uma compensação a esses gastos adicionais, o projeto de lei exclui os programas emergenciais de auxílio a empresários da meta fiscal estabelecida para 2021 – um rombo de R$ 247,1 bilhões nas contas públicas.

O texto altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para liberar a abertura dos créditos extraordinários. A mudança é vista pela equipe econômica como necessária para a retomada dos programas de crédito a micro e pequenas empresas (Pronampe) e de redução de salário e jornada (BEm), adotados em 2020.

O Ministério da Economia informou que, com a aprovação do projeto de lei, destinará “nos próximos dias” até R$ 10 bilhões para o BEm e até R$ 5 bilhões para o Pronampe.

Investidores globais seguem repercutindo a percepção de que o banco central dos Estados Unidos manterá estímulos por tempo indeterminado, enquanto a retomada econômica no mundo amplia a demanda por ativos mais arriscados, caso das moedas emergentes – grupo do qual o real faz parte.

Queda

Os juros baixos nos Estados Unidos e o aumento de gastos públicos naquele país para combater os efeitos da pandemia, elevando a liquidez no mundo, levaram o dólar a se desvalorizar frente a várias moedas, particularmente de países emergentes. Mas não frente ao real.

Segundo levantamento da FGV realizado com 31 países no período de um ano (até março de 2021), em 27 deles, a moeda nacional se valorizou frente ao dólar. Ou seja, o dólar ficou mais fraco e caiu.

Em apenas quatro, incluindo o Brasil, a moeda nacional teve desvalorização. Isto é, o dólar subiu. O real só não apresentou desempenho pior do que a lira turca.

Os dados são dos professores Henrique Castro, da Escola de Economia da FGV-SP, e Claudia Yoshinaga, Coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da FGV.

Uma combinação de fatores políticos, fiscais e sanitários conferem resiliência à divisa americana aqui no Brasil, que se sustenta acima dos R$ 5 desde junho do ano passado.

Segundo o Boletim Focus, relatório semanal do Banco Central (BC) com as expectativas de agentes de mercado, as projeções para a taxa de câmbio estão em R$ 5,40 para o fim deste ano e R$ 5,26 para o fim de 2022.

Mesmo mudanças nos juros, como a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica (Selic) em 0,75 ponto percentual, não têm surtido muito efeito no câmbio no curto prazo.

Uma onda de elevação dos juros básicos é esperada neste ano, com o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, já tendo reiterado que um novo aumento no patamar de 0,75 está previsto para ocorrer em maio.

Para analistas, são fatores locais os maiores responsáveis pelo comportamento do dólar no Brasil. Entre eles, estão a situação fiscal delicada, a instabilidade política e um ineficaz combate à pandemia. As projeções são de que a moeda brasileira siga desvalorizada nos próximos meses.

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