Terça-feira, 19 de maio de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil O ex-ministro de Minas e Energia Moreira Franco foi preso pela Polícia Federal no Rio de Janeiro

Compartilhe esta notícia:

Moreira Franco também foi Secretário-Geral da Presidência durante a gestão de Temer. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O ex-ministro de Minas e Energia Moreira Franco foi preso nesta quinta-feira (21) pela Operação Lava-Jato no Rio, ele é um dos alvos da fase que mira também o ex-presidente Michel Temer, preso na manhã desta quinta-feira em São Paulo. Moreira Franco viajava de Brasília para o Rio de Janeiro e embarcou às 9h30min na capital federal.

Franco também foi Secretário-Geral da Presidência durante a gestão de Temer, antes de assumir o ministério em maio do ano passado. A ordem para prendê-los partiu da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, do juiz federal Marcelo Bretas.

Nas mãos do magistrado, estava a delação do doleiro Lúcio Bolonha Funaro. O delator implicou Moreira Franco em esquemas de fraudes milionárias na Caixa Econômica Federal, realizadas enquanto ele era vice-presidente da instituição financeira.

Funaro disse aos investigadores que foi procurado pelo Grupo Bertin em 2009 para encontrar uma solução para a dificuldade que a CIBE, uma das empresas do grupo, teria encontrado ao tentar conseguir financiamento para usinas térmicas, diante do acúmulo de R$ 1,2 milhão em multas aplicadas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

O aporte solicitado era de R$ 300 milhões, pago pelo FI-FGTS, e foi liberado com a aprovação do Ministério da Fazenda e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), mesmo sem o pagamento das multas. A propina paga a Moreira, Cunha e Funaro foi equivalente a 4% do valor recebido pela empresa no financiamento.

Atendendo ao pedido dos empresários, o doleiro diz ter procurado o então deputado federal Eduardo Cunha (MDB-RJ), para pedir que ele pedisse a Moreira Franco que o auxiliasse junto à demanda do grupo. Cunha teria respondido a Funaro: “Ó, dando dinheiro, o Moreira faz qualquer coisa”.

Com a disposição da CIBE para pagar a comissão mencionada por Cunha, Funaro teria participado de um almoço em uma casa no Lago Sul de Brasília, junto do próprio deputado federal, de Moreira Franco e de dois sócios do grupo Bertin, sendo um deles Silmar Roberto Bertin.

Em nota, a defesa de Wellington Moreira Franco manifesta “inconformidade com o decreto de prisão cautelar. Afinal, ele encontra-se em lugar sabido, manifestou estar à disposição nas investigações em curso, prestou depoimentos e se defendeu por escrito quando necessário”. “Causa estranheza o decreto de prisão vir de juiz de direito cuja competência não se encontra ainda firmada, em procedimento desconhecido até aqui”, disse a defesa.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

“É uma barbaridade”, disse Michel Temer ao ser preso
Dinheiro de propina foi “lavado” na reforma da casa da filha Maristela Temer, aponta investigação
Pode te interessar