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Mundo O ex-presidente do Uruguai Pepe Mijuca é eleito senador

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A eleição de Mujica simboliza sua volta ao cenário político. (Foto: Pablo Porciuncula Brune/AFP)

O ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica foi eleito, neste domingo (27), para o Senado do país. Com quase 100% dos votos apurados, a lista do Movimento de Participação Popular (MPP), que Mujica lidera, obteve mais de 280 mil votos, a maior quantidade registrada. O movimento integra a Frente Ampla, a coalizão de esquerda que vai disputar o segundo turno das eleições presidenciais. As informações são do portal de notícias G1.

A eleição de Mujica simboliza sua volta ao cenário político. Aos 84 anos, o ex-mandatário deixou, no ano passado, o cargo que ocupava no Senado e declarou sua aposentadoria. Ele foi presidente do Uruguai entre 2010 e 2015 e também já exerceu o cargo de deputado.

Conhecido como “o presidente mais pobre do mundo”, Mujica nunca deixou de aparecer em eventos oficiais.

“Tenho 84 anos, mas não estou gagá e tenho algumas ideias em mente pelas quais irei lutar no Senado para convencer o sistema político”, disse o agora senador eleito em entrevista recente à BBC Mundo.

No Uruguai, Mujica é uma figura polarizadora, diz a rede britânica. Segundo pesquisas recentes, embora seja o político que mais gera simpatia entre os uruguaios (entre 35% e 40% pensam dessa forma), ele também é um dos mais rejeitados: cerca de 40% da população tem uma imagem negativa dele.

Transição

Em conversa com a BBC Mundo, Mujica disse estar lutando pela “existência do projeto coletivo” e por promover uma renovação dos líderes.

“Os velhos podem servir para sombrear e não ceder, ou podemos servir para ajudar novas pessoas a existir; eu estou nesta última [categoria]”, acrescentou.

A Frente Ampla não é exceção aos outros partidos políticos uruguaios, que por diferentes razões estão em processo de renovação e lutam para permanecer em vigor e unidos.

Além de Mujica, o ex-ministro e ex-vice-presidente Danilo Astori e o agora presidente Tabaré Vázquez, ambos de 79 anos, são vistos como representantes de uma velha guarda surgida na década de 60, que fez parte da oposição ao regime militar dos anos 70 e 80. Depois, junto com os partidos Nacional e Colorado, liderou o processo de transição democrática.

Mas agora o país mudou e enfrenta novos problemas – como insegurança e crise na educação – pelos quais muitos responsabilizam os políticos tradicionais.

Conseguir essa renovação é o desafio do governista Daniel Martínez, de 62 anos, que vai disputar o segundo turno contra o oposicionista Luis Lacalle Pou.

Sobre Martínez, Mujica disse à BBC Mundo que “ele não pode deixar de ser engenheiro. Sua especialidade não é a gestão dialética, [mas] o compromisso concreto com os problemas: nisso é muito valioso”, afirmou. “Se pode ou não ser uma nova liderança, isso é resolvido de baixo para cima e nunca de cima para baixo”.

 

 

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