Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de janeiro de 2018
O Facebook anunciou a chegada do Marketplace ao Brasil nessa segunda-feira. O recurso permite anunciar, comprar e vender produtos dentro da rede social. Com a novidade, é possível realizar transações de forma mais fácil e segura. O serviço, que existe desde 2016 e já funciona em 47 países, está chegando aos poucos para os brasileiros.
Para comprar produtos no Marketplace, é só procurar o nome do item que deseja no campo de busca, podendo filtrar os resultados por local, categoria ou preço. O usuário também pode salvar produtos para serem analisados ou negociados posteriormente. Já para vender algum produto, basta tirar fotos do item, descrevê-lo e colocar o preço.
Vale ressaltar que o Marketplace não dispõe de plataforma para pagamento. A transação financeira será acordada e feita exclusivamente pelos usuários fora do Facebook, que podem utilizar o Messenger para a negociação. Além disso, a rede social não cobra taxas pelo intermédio da transação.
Na versão web do Facebook, o serviço está localizado na barra de atalhos da lateral da tela. Já na versão mobile, para celulares Android e iPhone (iOS), é possível acessar o Marketplace na barra principal, entre os ícones de notificações e solicitações de amizade.
Atualmente, 550 milhões de pessoas visitam grupos de compra e venda no Facebook todos os meses. Devido a grande procura, o serviço de negociação ganhou um espaço exclusivo na página principal da rede social. “Sabemos que as pessoas já usam o Facebook para comprar e vender entre elas em suas comunidades e, agora, estamos tornando esse processo mais fácil”, disse Karandeep Anand, diretor de gestão de produto do Marketplace.
O Facebook Marketplace está sendo implantado gradualmente e, em breve, estará disponível para todos os usuários do Brasil.
Interação nas redes sociais
Recentemente, o Facebook publicou um artigo em seu newsroom abordando pesquisas sobre o tempo que as pessoas passam nas redes sociais, a fim de analisar se esse tempo é realmente útil e se ele serve de conexão entre amigos e familiares. No texto, funcionários da empresa que atuam na área de pesquisas afirmam: “queremos que o Facebook seja um lugar para interações significativas com seus amigos e familiares aprimorando seus relacionamentos offline, não os prejudicando”.
Para ir mais fundo nessa questão da interação, o Facebook trouxe pesquisas acadêmicas para embasar a seguinte afirmação: consumir o feed de notícias da sua página sem interagir faz você se sentir mal. Isso mesmo: se você for um consumidor passivo de notícias, que não se expressa, não comenta ou compartilha o conteúdo, isso pode estar afetando seu bem-estar.
De acordo com o artigo da empresa, a questão é como você usa a tecnologia, e isso não se limita só ao Facebook. O diretor de pesquisa da empresa, David Ginsberg, e a pesquisadora Moira Burke chegaram à conclusão de que utilizar as redes sociais é como estar entre amigos: se você se isolar e não interagir, isso vai ser prejudicial.
A fonte do estudo foi a Universidade de Michigan, onde estudantes passaram 10 minutos lendo notícias no Facebook. Os voluntários escolhidos para não interagir durante o experimento ao fim do dia se sentiram piores do que o grupo que fez comentários e interagiu com amigos na rede.
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