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Mundo O Google desabilitou palavras-chaves ofensivas em anúncios

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Empresa é a maior plataforma de publicidade do mundo. (Foto: Reprodução)

O Google, empresa da Alphabet, afirmou que desabilitou a “maioria” das palavras-chave ofensivas que poderiam ser usadas por publicitários para atingir pessoas que pesquisam tópicos racistas e antissemitas. Maior plataforma de publicidade do mundo, o Google permitiu que anunciantes mirassem buscas como “porque os judeus arruínam tudo” e sugeriu que exibissem as propagandas ao lado de pesquisas como “o malvado judeu” e “controle judeu dos bancos”. A ação foi descoberta pelo BuzzFeed.

Os anúncios ficavam visíveis quando essas palavras-chave eram pesquisadas e a plataforma de compras de anúncios do Google rastreava as exibições. O Google desabilitou todas as palavras reveladas na campanha do BuzzFeed, exceto uma que corresponde exatamente a “negros destroem tudo”, segundo o relatório.

“Já desativamos essas sugestões e os anúncios relacionados, e trabalharemos mais para impedir que isso aconteça novamente”, disse por e-mail Sridhar Ramaswamy, vice-presidente de anúncios do Google. A informação chega depois que o Facebook desabilitou temporariamente uma ferramenta que permitia aos publicitários segmentarem seu público-alvo com base nos dados de educação e trabalho informados pelos usuários, depois que foi revelado que o recurso permitia a segmentação com base em tópicos antissemitas.

Facebook

O Facebook foi acusado de permitir que propagandas na rede social fossem direcionadas a grupos de ódio antissemitas, segundo uma reportagem publicada pela organização de jornalismo sem fins lucrativos americana ProPublica. Entre as opções disponíveis na hora da compra de publicidade direcionada, estavam as categorias “odiadores de judeus” e “história de ‘porque os judeus arruinaram o mundo’”.

De acordo com o texto, a compra podia ser realizada por US$ 30 (R$ 93), fazendo com que a propaganda aparecesse nos feeds de notícias pessoais de cerca de 2 mil usuários da rede social. As publicações foram aprovadas pelo Facebook em 15 minutos.Após contato da ProPublica, a rede social removeu as categorias antissemitas, que haviam sido criadas automaticamente por algoritmos, e afirmou que procuraria maneiras de concertar o problema.

“Há vezes em que o conteúdo surge na nossa plataforma que viola nossos padrões”, afirmou o diretor de gerenciamento de produtos do Facebook, Rob Leathern, à reportagem. “Neste caso, removemos os campos de direcionamento em questão. Sabemos que temos mais trabalho a fazer, então estamos construindo novas proteções em nossos processos de produtos e revisões para previnir outros problemas como esse de acontecer no futuro.”

Twitter

O site americano “Daily Beast” publicou uma reportagem que mostra como conseguiu criar campanhas publicitárias no Twitter usando termos supremacistas, como “nazi” e “wetback” (termo usado de forma preconceituosa para se referir a estrangeiros que moram nos Estados Unidos, principalmente os mexicanos). Essas campanhas visavam públicos específicos.

No momento de concluir a compra das campanhas, a plataforma do Twitter pede aos anunciantes que selecionem palavras-chave que ajudem o site a colocar anúncios na timeline de usuários relevantes. Quando os repórteres do Daily Beast escreveram “wetback”, o Twitter informou que 26,3 milhões de usuários poderiam responder a esse termo. Da mesma forma, disse que 18,6 milhões de contas provavelmente estariam interessadas no termo “nazi”. Depois de confirmar que suas campanhas publicitárias foram bem-sucedidas, o Daily Beast encerrou as duas.

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