Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2020

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Brasil Eduardo Leite disse que os governadores buscarão caminhos por vacina contra o coronavírus o mais rápido possível

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"O Instituto Butantan não é o governo de São Paulo e muito menos é o governador de São Paulo. É a vacina de um instituto que tem tradição, história e competência", declarou Leite. (Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini)

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou em entrevista à CNN Brasil que os governantes vão “buscar todos os caminhos”, o que inclui o Congresso e o Poder Judiciário, para que seja disponibilizada uma vacina contra a covid-19 quanto antes for possível.

A declaração de Leite foi feita após o governo federal voltar atrás na intenção de adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina testada pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Segundo o governador, há expectativa de que a CoronaVac esteja disponível até um mês antes que a da Universidade de Oxford com a AstraZeneca. Para Eduardo Leite, não se pode haver “preconceito” com a origem da vacina, desde que esta seja aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Boa parte das vacinas que são aplicadas já são produzidas na China, assim como muitos produtos que nós consumimos”, disse Leite, entrevistado pelas âncoras Daniela Lima e Roberta Russo. “Esse preconceito em relação à origem da vacina não faz nenhum sentido”, criticou.

A intenção de incluir a CoronaVac no programa nacional de imunizações foi anunciada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na terça-feira (20). Na manhã de quarta (21), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que vetou o acordo.

Ao anunciar a sua decisão, o presidente afirmou que a CoronaVac ainda não tem comprovação científica e por isso vetaria o acordo. Eduardo Leite argumentou à CNN Brasil que esse não deveria ser um motivo para a decisão do presidente, uma vez que outros imunizantes apoiados financeiramente pelo Brasil estão na mesma situação.

“A verdade é que a vacina de Oxford, que está sendo desenvolvida pela Fiocruz, já com acordo para disponibilizar pelo menos 100 milhões de doses, também não está comprovada ainda”, apontou o governador gaúcho.

Para Leite, uma “corrida pela vacina”, com os Estados tendo que disputar no mercado imunizantes para a sua população para além dos contratados pelo governo federal, abriria espaço para encarecimento e corrupção. Ele defendeu uma aposta no maior número de imunizantes em teste possível.

“A capacidade de produção da vacina de Oxford será limitada, assim como a vacina chinesa. Tanto quais mais frentes for possível viabilizar, melhor”, afirmou Leite.

Citando seu colega de partido, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ele argumentou que o Instituto Butantan, apesar de ligado ao Palácio dos Bandeirantes, deve ser considerado pela sua tradição no tema.

“O Instituto Butantan não é o governo de São Paulo e muito menos é o governador de São Paulo. É a vacina de um instituto que tem tradição, história e competência e estabeleceu parceria técnica com um laboratório chinês, a Sinovac, que também tem tradição nesse assunto”, disse.

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