Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
19°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Rio Grande do Sul O governador gaúcho garante que a reforma tributária estadual vai modernizar o Rio Grande do Sul, mesmo com perda de arrecadação

Compartilhe esta notícia:

Eduardo Leite (E) defendeu as medidas durante encontro em Santa Maria. (Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini)

Em continuidade a uma série de encontros para defender a necessidade de aprovação do projeto de reforma tributária estadual, o governador gaúcho Eduardo Leite conversou na tarde desta quarta-feira (9) com prefeitos, deputados e líderes regionais em Santa Maria (Região Central). Ele garantiu que o pacote enviado à Assembleia Legislativa modernizará o Estado, mesmo abdicando de parte da arrecadação.

Além de apresentar as principais medidas previstas nos três projetos de lei (ainda sem data confirmada de votação), o chefe do Executivo voltou a bater na tecla de que é preciso esclarecer o que considera como “equívocos criados em torno da proposta”. Um dos exemplos mencionados é a cogitação de que a proposta aumentará a carga de impostos no Rio Grande do Sul.

“Se o interesse do governo fosse esse, manteríamos as alíquotas majoradas, pedindo a prorrogação”, frisou. “Estamos abrindo mão de R$ 194 milhões em arrecadação por entender que a reforma torna a tributação mais justa e eficiente e estimula a competitividade, por meio da redução do custo bruto de aquisição de mercadorias nas operações internas entre empresas gaúchas (de 17% para 12%) e extinção da Difal (“imposto de fronteira”), uma antiga demanda do setor produtivo.”

Pelos cálculos do Palácio Piratini, as medidas propostas no programa não serão capazes de recompor uma perda de R$ 2,85 bilhões, decorrente da extinção das alíquotas extraordinárias em 2021. Mas vão compensar parte dessa redução e gerar um sistema muito mais moderno e um ambiente melhor para os negócios.

A carga de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), por exemplo, cairá cerca de R$ 1 bilhão, embora o objetivo seja a construção de um modelo tributário progressivo, com menos tributo no consumo e mais no patrimônio, como no caso do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores).

“Precisamos decidir entre prorrogar as alíquotas majoradas ou simplesmente deixar que voltem ao patamar anterior sem nada fazer”, acrescentou o governador. “Qualquer que seja a decisão dos deputados, a população é que vai pagar a conta, seja através de impostos ou com a precarização de serviços públicos. O que nós estamos propondo é que seja através do imposto, mas de uma tributação mãos justa e eficiente, que beneficie quem realmente precisa.”

O evento foi realizado no Itaimbé Palace Hotel, com transmissão virtual para convidados, e contou com a participação do vice-governador Ranolfo Vieira Júnior, dos secretários Marco Aurelio Cardoso (Fazenda) e Agostinho Meirelles (Articulação e Apoio aos Municípios), além do titular da PGE (Procuradoria-Geral do Estado), Eduardo Cunha da Costa.

Durante a manhã, a comitiva havia promovido o mesmo tipo de encontro na Assemp (Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul), também reunindo prefeitos, deputados e líderes das regiões do Vale do Rio Pardo e Vale do Taquari.

Principais propostas

–Redução do número de alíquotas do ICMS, para duas (17% e 25%);

– Extinção parcial de isenções e reduções de base de cálculo;

– Criação do Fundo Devolve-ICMS para aportes em infraestrutura agro e inovação;

– Redução da alíquota efetiva para compras internas no Estado para 12%;

– Menor prazo para creditamento do ICMS de bens de capital;

– Retorno parcial dos créditos de “uso e consumo”;

– Devolução de saldos credores de exportação;

– Estímulo às importações;

– Extinção do Difal (“imposto de fronteira”);

– Revisão do “Simples” gaúcho;

– Incentivo ao e-commerce;

– Devolução de ICMS para famílias de baixa renda;

– Fortalecimento do programa NFG (Nota Fiscal Gaúcha);

– Combate à sonegação e informalidade;

– Alíquota IPVA automóveis: 3,5%;

– Isenção IPVA para veículos acima de 40 anos e até uma UPF (R$ 20);

– IPVA Verde: isenção para elétricos, híbridos e biossegurança;

– Isenção de IPVA por dois anos para caminhões e ônibus novos;

– Novas alíquotas de ITCD.

(Marcello Campos)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Donald Trump admitiu a jornalista que sabia da gravidade do coronavírus, mas minimizou o risco
Hugh Grant faz 60 anos: veja onde assistir aos filmes do galã no streaming
Pode te interessar